A Justiça e segunda vaga
António Ventinhas Magistrado
02 de julho de 2020

A Justiça e segunda vaga

O sucesso ou insucesso do País nos próximos dois anos depende da forma como nos preparemos e consigamos adaptar. Não podemos pensar que a epidemia foi um problema que ocorreu no passado.

Na última semana, a quantidade de novas infecções na área metropolitana de Lisboa, no Alentejo e Algarve deixaram o País assustado e preocupado. No momento em que se encontram a ser discutidos os corredores aéreos e as zonas livres de quarentena esta é uma péssima notícia, por poder colocar em risco um fluxo de receitas muito significativo proveniente do turismo.

Quando algo corre mal é preciso rapidamente encontrar um culpado. Ao longo dos tempos sempre se imputou a alguns grupos de pessoas a culpa pelos problemas da sociedade. Em Portugal, os jovens foram rapidamente responsabilizados pela não diminuição das infecções. Os mais novos foram apelidados de irresponsáveis por se juntarem em grupos de 10 ou 20 pessoas, enquanto no mesmo período os adultos se reuniam em diversos eventos com centenas ou milhares de indivíduos. 

Os comboios e autocarros continuam a circular com uma lotação demasiado elevada para um tempo de pandemia. Apesar dos desmentidos oficiais, as imagens transmitidas pela televisão são bem elucidativas. Não é por acaso que alguns dos grandes surtos surgiram na linha de Sintra ou na Azambuja, bem como na periferia de Lisboa.

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