Alqueva e Angola
Nuno Tiago Pinto Chefe de redação
29 de janeiro de 2020

Alqueva e Angola

Terminamos a grande investigação às mudanças da última década no Alentejo com um olhar para a exploração de trabalhadores estrangeiros. Mostramos ainda como o dinheiro angolano tomou de assalto a banca e o sistema financeiro português

o último capítulo da grande investigação às transformações ocorridas na região do Alqueva, o repórter Paulo Barriga relata-nos as mudanças sociais provocadas pela implementação do olival intensivo. Se, por um lado, a imigração em massa de estrangeiros transformou as aldeias da região numa verdadeira Babel e ajudou a estancar a queda da curva demográfica, por outro, a criminalidade associada ao tráfico de seres humanos disparou na mesma proporção. O jornalista foi uma testemunha privilegiada da forma como muitas localidades passaram a viver à custa da exploração destes trabalhadores estrangeiros – sobretudo no que toca ao acolhimento. Mesmo atrás da sua casa, uma antiga exploração de borregos foi convertida num hostel para hindustânicos – a comunidade que melhor se integrou e que aos domingos se junta e improvisa um campo de críquete para jogar a tarde inteira.

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