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Europa

Suspeito de ter agredido e assediado jovem em Paris é detido pelas autoridades

29.08.2018 10:18 por Carolina R. Rodrigues
O homem filmado por uma câmara de videovigilância a agredir Marie Laguerre foi preso à saída de um hospital psiquiátrico.

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jovem francesa agredida assédio

Um mês depois de o vídeo das agressões contra a jovem francesa Marie Laguerre ter-se tornado viral nas redes sociais e nos media, o homem suspeito do acto foi detido pela polícia na segunda-feira à saída de um hospital psiquiátrico onde teria estado a receber tratamento.

O suspeito foi filmado por uma câmara de videovigilância a assediar e depois a agredir com um estalo Marie Laguerre, de 22 anos, perto de uma esplanada em Paris. O crime aconteceu depois de Laguerre ter respondido ao assédio do homem, à sua "linguagem obscena" e tê-lo mandado calar-se, enquanto estava a sair da sua casa para o trabalho. No vídeo, vê-se o suspeito a afastar-se inicialmente, mas a voltar para junto da vítima e a bater-lhe violentamente no rosto pouco depois.

O homem, de 25 anos, a que imprensa francesa está a referir-se como "Firas M.", está a ser acusado de assédio sexual e agressão. Esta quarta-feira, Laguerre irá visitar a esquadra onde o suspeito está detido para identificar o agressor.

Devido às leis de confidencialidade de pacientes, não se sabe por que motivos o suspeito esteve num hospital psiquiátrico. Foi apenas revelado que este foi enviado para o estabelecimento de saúde por razões relacionadas com outro caso judicial. De acordo com o relatório emitido pelas autoridades, avançado pelo Le Parisien, o suspeito é descrito como "perturbado e violento".

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Marlène Schiappa, ministra francesa da Igualdade, já exaltou as autoridades pela detenção de Firas.

Marie foi agredida por mandar calar um homem que a assediou

Na altura dos acontecimentos, Maria Laguerra explicou na sua página de Facebook que Firas abordou-a de uma "de uma maneira provocadora e humilhante": "Mandei-o calar-se e continuei a andar porque não suporto este tipo de comportamento. Não consigo ficar calada e não devemos continuar caladas por mais tempo", escreveu. A mulher criou entretanto o site Nous Toutes Harcelement ("Somos Todas Assediadas" em português) para expor casos como o dela.

"Não foi a primeira vez que me aconteceu naquele dia, naquela semana, naquele mês. Este tipo de coisas acontece-me a toda a hora", explicou Laguerre.

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