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Europa

Homem matou mãe e irmã com faca, em França

23.08.2018 13:01 por Diogo Barreto
O atacante foi abatido pelas autoridades. ISIS proclamou ataque, mas relação entre as vítimas parece apontar para ataque não ideológico.
Foto: Sábado

Homem matou duas pessoas e deixou uma terceira gravemente ferida em Paris, esta quinta-feira de manhã, pelas 10h20 locais (9h20 em Portugal Continental), na sequência de um ataque com uma faca. As vítimas mortais são a mãe e a irmã do atacante, segundo o ministro do Interior francês. Estas informações parecem contrariar motivações terroristas na origem do ataque, apesar do mesmo ter sido reivindicado pelo auto-proclamado Estado Islâmico.

Armado com uma faca, o homem terá atacado as três pessoas na via pública antes de se retirar para dentro de um pavilhão, onde se terá barricado. Quando chegou ao local, a polícia abriu fogo, ferindo o atacante fatalmente, explica o jornal francês Le Monde.

O grupo terrorista reivindicou o ataque através da sua agência oficial, a Amaaq, depois de ter sido noticiado que o homem terá gritado "Allahu akbar" (Alá é grande), durante o ataque.

A polícia francesa confirmou o ataque através da sua conta oficial do Twitter. "Operação policial em andamento na Camille Claudel Street, Trappes (Yvelines)". A polícia pediu aos moradores que evitassem a área e "respeitar o perímetro de segurança", pode ler-se na publicação.

As autoridades francesas estão a tomar as devidas precauções com esta mensagem e, de momento, a Procuradoria Antiterrorista não está à frente deste caso.

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O atacante, identificado como Kamel S., nasceu na cidade de Trappes em 1982 e, de acordo com o canal "BFM TV", era depressivo e alcoólico e tinha apresentado uma queixa contra a sua família por problemas relacionados com uma herança, que foi posteriormente arquivada.

O ministro do Interior francês explicou que a polícia está a analisar o telefone do agressor e outros pertences para obter mais informações sobre as motivações do ataque e tentar esclarecer o conflito dentro da família.

O gabinete do procurador em Versalhes, nos arredores de Paris, está a comandar as investigações.


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