Trump negou ter-se abrigado num bunker da Casa Branca durante protestos pela morte de George Floyd

Lusa 03 de junho de 2020
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Presidente dos EUA diz que esteve no espaço por duas ou três vezes, nos últimos dias, mas apenas para "inspecionar" o gabinete.

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou, esta quarta-feira, ter sido escoltado para um "bunker" na Casa Branca, devido aos protestos pela morte de George Floyd, alegando ter ido lá apenas para inspecionar o espaço.

Donald Trump
Donald Trump REUTERS/Tom Brenner

Na passada sexta-feira, segundo alguns ‘media’ norte-americanos, Donald Trump foi obrigado e proteger-se num ‘bunker’ da Casa Branca, escoltado por agentes dos serviços secretos que o procuraram colocar a salvo, quando os manifestantes começaram a atirar pedras contra a residência oficial do Presidente.

"A Casa Branca não comenta protocolos e decisões de segurança", disse Judd Deere, porta-voz da presidência norte-americana, na segunda-feira, quando interrogada sobre o transporte do Presidente para o ‘bunker’.

Hoje, Trump disse que "essa informação é falsa", durante uma entrevista radiofónica. "Foi durante o dia (que fui ao ‘bunker’)", disse Trump, acrescentando que esteve nesse espaço por duas ou três vezes, nos últimos dias, mas apenas para "inspecionar" o gabinete.

"Um grupo de pessoas acompanhou-me", explicou Trump, sobre as visitas inspetivas que alega ter feito ao ‘bunker’.

Não ficou claro, das informações obtidas pelos ‘media’ norte-americanos sobre o recolhimento ao ‘bunker’, durante as manifestações de sexta-feira, se a primeira-dama, Melania Trump, e o seu filho de 14 anos, Barron, se terão juntado ao presidente, no ‘bunker’.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos 9.000 mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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