Pai obrigado a escolher que filho salvar nos atentados do Sri Lanka

Carolina R. Rodrigues 26 de abril de 2019

Um ex-banqueiro de Nova Iorque estava a tomar o pequeno-almoço num dos hotéis atingidos quando as bombas foram detonadas no domingo de Páscoa. Ambos os filhos morreram.

Um norte-americano de 61 anos contou ao The Times UK que se viu obrigado a decidir que filho salvar durante os atentados no Sri Lanka no domingo da Páscoa. Matthew Linsey, ex-banqueiro, e a sua família estavam a passar férias no país asiático, desfrutando de um pequeno-almoço no hotel Shangri-La em Colombo quando começaram os ataques.

Uma das explosões que ocorreram deixaram a sua filha Amelie, de 15 anos, e o seu filho Daniel, com 19, ambos cidadãos dos EUA e do Reino Unido, gravemente feridos e inconscientes. "Não consigo descrever o quão terrível foi. As pessoas gritavam. Eu estava com os meus filhos e não conseguia perceber se estava bem ou não porque estava escuro", revelou ao jornal, explicando que teve de se mover entre os escombros para alcançar os filhos.

Foi neste momento que o norte-americano se viu diante da pior decisão da sua vida: teve de escolher que filho salvar. Linsey percebeu que Amelie estava em melhores condições, pelo que agarrou Daniel para lhe conseguir ajuda médica. "O meu filho estava pior do que a minha filha. Uma senhora disse que levaria a minha filha daquele local. Coloquei o Daniel num ambulância e fomos para o hospital".

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