Mergulhadores no local descrevem perigos da gruta na Tailândia

19 mergulhadores têm arriscado a sua vida para tentar resgatar a equipa de futebol presa numa gruta. Operações de resgate deverão terminar esta terça-feira.

Treze pessoas - doze crianças e um treinador adjunto de futebol - passaram vários dias presos na caverna de Tham Luang desde 23 de Junho. Desde que o grupo foi descoberto, a 3 de Julho, 19 mergulhadores de várias nacionalidades têm estado concentrados na missão de salvar todos os elementos dos "Javalis Selvagens", o que deverá acontecer hoje, pondo fim a uma operação complexa que ditou a morte de um mergulhador.

A intervenção tem sido desde o início muito arriscada e alguns mergulhadores definiram-na como "a missão mais complicada" que já tiveram. Os profissionais têm de enfrentar inúmeros perigos, desde rochas "afiadas como lâminas" a passagens estreitas, além de serem responsáveis por uma vida durante o percurso de 1,7 km. Narongsuk Keasub, um dos mergulhadores que ajudou a transportar os tanques de oxigénio, enumerou à CNN os perigos da missão: "[Primeiro] Só conseguimos ver as nossas mãos e muito pouco à frente. Segundo, as pedras são afiadas como lâminas; terceiro, as passagens são muito estreitas", descreveu Keasub, que trabalha como mergulhador para a Autoridade Geradora de Electricidade na Tailândia.

"Qualquer passo da extracção é arriscado", contou Keasub. "Estou bastante emocionado como um pai – todas as pessoas aqui têm sentido isso porque parece que são as nossas crianças presas na gruta. Todos estão muito preocupados. Estarão doentes? Estamos só a rezar que eles voltem seguros", acrescenta o mergulhador tailandês.

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