Iraque pede a EUA para retirar as tropas do país

Lusa 10 de janeiro de 2020
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O sentimento anti-americano aumentou no país árabe depois do ataque da semana passada e as autoridades tentam distanciar-se do aliado norte-americano..

O primeiro-ministro iraquiano demissionário, Adel Abdel Mahdi, pediu ao secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para enviar uma delegação para organizar a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque, reclamada pelo parlamento do país, anunciou hoje o seu gabinete.

Após Washington ter assassinado num ataque há uma semana em Bagdad o poderoso general iraniano Qassem Soleimani e o "número dois" das iraquianas Forças de Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), Abu Mehdi al-Muhandis, o sentimento anti-americano aumentou no país árabe e as autoridades tentam distanciar-se do grande aliado norte-americano em proveito de Teerão, inimigo dos Estados Unidos.

O parlamento iraquiano aprovou um pedido para a saída dos soldados estrangeiros do Iraque, incluindo os cerca de 5.200 norte-americanos, acerca do qual Adel Abdel Mahdi falou ao telefone com Mike Pompeo na quinta-feira à noite.

Ele "pediu que sejam enviados representantes ao Iraque para implementar os mecanismos necessários à aplicação da decisão do parlamento, visando uma retirada segura das tropas do Iraque", indica um comunicado do gabinete do chefe do governo, cujo substituto continua sem ser nomeado.

"O primeiro-ministro disse que as forças norte-americanas entraram no Iraque e os drones (aviões não tripulados) estão a voar no seu espaço aéreo sem permissão das autoridades iraquianos e que isso foi uma violação dos acordos bilaterais", adianta.

Oficialmente, Washington assegura não ter qualquer plano de retirada, mas uma confusão recente criou a dúvida. Numa carta às autoridades em Bagdad, o Comando norte-americano no Iraque informou do início da retirada, garantindo depois Washington que se tratava de um "rascunho" enviado por engano.

As autoridades iraquianas pedem agora que a retirada se realize o mais rápido possível, após "violações da soberania do Iraque", em referência ao ataque a Soleimani, mas também a bombardeamentos a bases iraquianas uma semana antes que mataram 25 combatentes pró-Irão integrados nas forças de segurança nacionais.

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