Fundador da CrossFit acusado de racismo e assédio sexual

Fundador da CrossFit acusado de racismo e assédio sexual
Diogo Barreto 21 de junho de 2020

Glassman comentava o corpo e a vontade de manter relações sexuais com as suas trabalhadoras em voz alta. Foi dispensado por racismo, mas as acusações de assédio acumulam-se.

Greg Glassman foi diretor da CrossFit, Inc., até que a 9 de junho se afastou do lugar na sequência de comentários tecidos nas redes sociais sobre a morte de George Floyd, o afro-americano morto por um polícia no estado do Minneapolis. Os funcionários que trabalhavam para Glassman mostraram-se surpreendidos pelo afastamento na sequência de declarações consideradas racistas pois acreditavam que seria mais rapidamente afastado por assédio sexual.

O jornal The New York Times entrevistou vários trabalhadores da empresa que denunciaram uma cultura de trabalho onde era comum a conversa de tom vulgar e sexista sobre as mulheres, como comentários sobre o seu aspeto, ou Glassman a afirmar em voz alta como desejava manter relações sexuais com algumas das trabalhadoras e que estas se deviam sentir lisonjeadas pelo interesse demonstrado. 

Segundo alguns dos doze entrevistados, Glassman, de 63 anos, puxava a roupa das trabalhadoras para lhes aumentar o decote, tirava fotografias ao peito das mesmas com o telemóvel e tentava convencê-las a partilharem um quarto de hotel. O antigo diretor nega todas as acusações e, através de uma porta-voz, acusou os acusadores de estarem a tentar fazer com que o valor da sua empresa baixe para a poderem comprar. A porta-voz disse que nunca foi assediada pelo seu patrão.

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