Farto do coronavirus? O terrorista da Nova Zelândia já não vai a julgamento

Farto do coronavirus? O terrorista da Nova Zelândia já não vai a julgamento
Nuno Tiago Pinto 26 de março de 2020

Brenton Tarrant deu-se como culpado e ouvirá a sentença em breve. Em Moçambique o terrorismo atacou e publicou um vídeo em português. E a Turquia acusou 20 pessoas pelo homicídio de Jamal Khashoogui

Por estes dias, uma parte da Nova Zelândia respira de alívio. Brenton Tarrant, o autor do massacre de Christchurch, deu-se como culpado por um crime de terrorismo, 51 crimes de homicídio e 40 de tentativa de homicídio e, de acordo com a lei local, já não será levado a julgamento: o juiz encarregado do caso poderá proferir imediatamente uma sentença. 

E porque é que isto é relevante? É que apesar de uma parte das famílias das vítimas desejarem que ele fosse levado a tribunal para responder publicamente pelos seus crimes, a verdade é que as autoridades e a comunidade muçulmana receavam que Tarrant usasse a ocasião para promover as suas ideias racistas e extremistas. 

À partida, esta admissão dos crimes não devia ser assim tão surpreendente. Afinal, a incursão de Tarrant por duas mesquitas da pequena cidade de Christchurch foi transmitida em direto pelo Facebook e repetida milhares (milhões?) de vezes na televisão e na internet. Mas a verdade é que, até agora, Tarrant, recusava dar-se como culpado pelo massacre de 15 de março de 2019. E o julgamento que deveria começar em junho estava a gerar grande expetativa pelo que poderia acontecer. 

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