Viagens

De Lisboa a São Petersburgo numa carrinha pão de forma

Utilizando as limitações de uma Volkswagen de 1974 a seu favor, Peter Gebhard percorre o mundo em busca de histórias improváveis para contar.

Para um fotojornalista de viagens, Peter Gebhard é estranhamente indiferente aos focos que normalmente se impõem na profissão: monumentos, hotéis, restaurantes e outros pontos de interesse turístico. É uma abordagem "agradável, mas um bocado aborrecida", diz-nos, sentado a relaxar numa esplanada no Largo das Portas do Sol, em Alfama – o seu passatempo preferido enquanto espera pela luz ideal para captar o movimento fervilhante da cidade.

O alemão de 62 anos, mais de 30 dos quais passados a viajar, acredita que a sua vocação, mais do que qualquer outra, é ser "contador de histórias". Na infância, recorda, era apaixonado por "mapas, globos e atlas", e tinha o hábito de inventar narrativas sobre locais que nunca tinha visitado, como a Venezuela ou o Brasil. 

Foi só depois de começar a fazer o que faz – correr o mundo em busca de imagens e histórias fascinantes, que depois reconta em artigos de revista, livros de fotografia e espetáculos ao vivo – que percebeu que não era assim tão diferente de quando começou: "voltei ao ponto em que estava quando era miúdo".

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