CDS e Governo lamentam morte de português nos atentados do Sri Lanka

Diogo Barreto , Lusa 21 de abril de 2019
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Assunção Cristas e membros do Governo condenaram ainda os atentados que causaram a morte de mais de 200 pessoas na capital do Sri Lanka, este domingo de Páscoa.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou os ataques no Sri Lanka que mataram, este domingo, pelo menos 200 pessoas e condenou "a violência contra a liberdade religiosa".

Sri Lanka atentados Páscoa
Sri Lanka - atentados
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"Os ataques no Sri Lanka, quando as comunidades celebravam a Páscoa, a maior festa dos cristãos, deixam-nos consternados e profundamente unidos em oração", afirmou a líder no CDS-PP numa mensagem enviada à agência Lusa.

"Acredito num mundo onde todos somos livres de expressar a nossa religião. Condeno a violência contra a liberdade religiosa", acrescentou.

"Lamentamos a morte de um nosso compatriota, manifestamos o nosso profundo pesar a toda a família e amigos", acrescentou Assunção Cristas. Um português, Rui Lucas tinha 30 anos, era de Viseu e estava de lua-de-mel, tendo morrido nos atentados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, lamentou também a morte do cidadão português morto nos  atentados em igrejas e hotéis, sublinhando a "determinação em combater o terrorismo sob todas as formas".

"Lamentamos profundamente a morte de um cidadão português no Sri Lanka, que se encontra entre as vítimas dos atentados ocorridos hoje nesse país. Expressamos as nossas condolências à sua família", lê-se num dos três 'tweets' do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva.




O MNE afirma ainda que a solidariedade do Governo "está com as vítimas, o povo e as autoridades": "A nossa determinação é combater o terrorismo sob todas as formas", conclui.

"O Governo português condena nos termos mais veementes os cobardes atentados que atingiram, hoje, igrejas e hotéis no Sri Lanka, causando a morte a muitas dezenas de pessoas".

O secretário de Estado das Comunidades lamentou também a morte do cidadão português, avançando que estão a tentar contatar os portugueses que se encontram no país, embora não haja conhecimento de mais vítimas.

Em declarações à Lusa ao telefone, José Luis Carneiro, disse já ter falado com a esposa do português que faleceu hoje no Sri Lanka, a quem transmitiu uma mensagem de condolências e deixou os contatos para prestar "o apoio devido e indispensável nesta altura".

"Tivemos conhecimento [da existência destes portugueses] porque foi a sua família que contatou o gabinete de emergência consular", disse José Luis Carneiro, adiantando que o gabinete teve ainda o contato de outros familiares dando conta de que tinha também lá uma família de quatro elementos, mas "felizmente esses encontram-se bem".

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades, existem 10 portugueses com residência inscrita na embaixada de Portugal em Nova Deli, e até agora os únicos contatos que o gabinete de emergência teve foi das duas famílias cujos familiares estavam em turismo na ilha.

"Para já não temos quaisquer informações que suscitem preocupação. O que ocorre nestes casos é o contato das famílias com o gabinete de emergência consular. Estamos a fazer uma despistagem para procurar contatar as famílias que estão inscritas no serviço consular de Nova Deli", disse.

José Luis Carneiro frisou ainda que, "para já, não há indícios de outros portugueses vítimas destes acontecimentos tao horríveis e lamentáveis".

O secretário de Estado das Comunidades acrescentou também que as autoridades portuguesas "vão continuar a acompanhar e a manter abertos os canais de comunicação diretos quer na Embaixada de Portugal em Nova Deli, quer da cônsul honorária no Sri Lanka".

"Todos os serviços estão ativados", disse.

Até ao momento há registo de sete explosões que provocaram 158 mortos, entre os quais um português.

A capital, Colombo, foi hoje alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra ao leste do país.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8h45 (3h15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.
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