"Assassinato de Suleimani pode aumentar motivação para atingir alvos israelitas"

Miriam Assor 14 de janeiro de 2020

Eliezer Tsafrir foi o último chefe da Mossad quando a revolução islâmica de 1979 estourou no Irão. Reformado do serviço de inteligência israelita, mantém rituais de segurança: nunca se senta com as costas viradas para a porta.

Em Teerão, em 1979, na altura que rebentou a revolução islâmica de Ruhollah Khomeini, qual foi a sua tarefa?

Era o encarregado do programa de evacuação de todos os israelitas que estavam no Irão, cerca de 1300. Os funcionários da embaixada representavam a minoria. A maioria eram particulares; engenheiros, agrónomos, empreiteiros de construção, pessoas que tinham ajudado a desenvolver o Irão. Era urgente tornar possível para que quem quisesse sair do Irão, pudesse ir embora. A propaganda de Khomeini para a revolução islâmica tinha um cariz muito forte contra Israel e os judeus.

Nessa propaganda, a CIA e a Mossad eram acusadas de ajudar Reza Pahlevi a torturar prisioneiros políticos nas prisões iranianas.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Investigação
Opinião Ver mais