Artistas pedem a Biden que crie uma comissão contra a desigualdade racial

Artistas pedem a Biden que crie uma comissão contra a desigualdade racial
Diogo Barreto 19 de janeiro
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Alicia Keys e Stevie Wonder desafiaram a nova administração norte-americana a dar um passo em frente no combate às desigualdades raciais nos EUA.

Artistas musicais apelaram ao presidente eleito Joe Biden para que seja criado, nos seus primeiros dias na Casa Branca, uma comissão governamental da justiça racial. Entre os signatários do pedido estão artistas como Alicia Keys, Mary J. Blidge e TI.

Getty Images
A cantora divulgou um vídeo intitulado "17 Ways Black People Are Killed in America" ("17 Formas Usadas para Matar Negros na América") com músicos a descreverem a morte de alguns afro-americanos como George Floyd ou Breonna Taylor. No final do vídeo é pedido a Biden que dê seguimento a um pedido que deu entrada na Casa dos Comuns dos EUA intitulado "A Comissão dos EUA para a Verdade, Cura Racial e Transformação", uma comissão cujo objetivo fosse "reconhecer de forma apropriada e servir como catalizador para o progresso, incluindo para eliminar de forma permanente as iniquidades raciais".

Agora, Keys pede que essa comissão seja estabelecida durante os primeiros 100 dias da adminsitração Biden, que assume a presidência esta quarta-feira. 

Também o músico Stevie Wonder apelou esta segunda-feira ao estabelecimento de uma "comissão da verdade que obrigue este país a olhar para as suas mentiras" no que diz respeito à igualdade racial. "Estou a apelar ao presidente Biden e à vice-presidente Harris para lançarem uma investiigação governamental para estabelecer a verdade sobre a iniquidade neste país. Sem a verdade não podemos apurar responsabilidades. Sem responsabilidades não podemos ter perdão. Sem perdão, não podemos curar", afirmou o músico de "Living for the City".

Esta não é a primeira ação da cantora Alicia Keys contra o racismo nos Estados Unidos da América. Em 2016 foi a responsável por um vídeo intitulado "23 Ways You Could Be Killed By Being Black in America" ("23 Formas Como Podes ser Morto por Seres Negro na América"), em que participavam artistas que recitavam homicídios perpetuados contra membros da comunidade afro-americana nos EUA.
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