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Estado da União

“Parem de arrastar o nome da UE pela lama”, pede Juncker

12.09.2018 09:09 por Mariana Branco
O presidente da Comissão Europeia lembrou, durante o seu último discurso sobre o Estado da União, que a União Europeia é o garante de paz da Europa.
Foto: Reuters/EPA
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O presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker rejeitou esta quarta-feira, durante o seu último discurso sobre o Estado da União, o "nacionalismo exagerado". Juncker lembrou ainda que a União Europeia (UE) é o garante de paz da Europa.

Na sua despedida dos discursos sobre o "Estado da União" perante o Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, o presidente da Comissão Europeia lembrou o papel da UE como um garante de paz para a Europa. "Fiquem felizes por viver num continente em paz, num continente que vive em paz graças à UE. Devemos respeitar mais a UE, devemos defender a nossa forma de ser e de viver. Digamos sim ao patriotismo que não afronta os outros, digamos não ao nacionalismo exagerado que detesta os outros, que tenta encontrar culpados em vez de encontrar soluções que nos permitam viver juntos", disse.

Juncker prometeu continuar a trabalhar nos próximos meses para "garantir que a nossa imperfeita União Europeia se torne cada vez perfeita". No entanto, disse, se há paz no continente é devido projecto europeu e pediu, por isso, que se mostre respeito e que pare de se "arrastar o nome da União Europeia pela lama".

Diante da crescente ascensão dos nacionalismos e da extrema-direita no bloco comunitário, o presidente da Comissão Europeia escudou-se na história europeia, recordando os fundadores da UE, que "conheceram o horror da [II] Guerra".

"De agora às eleições europeias, temos de demonstrar que a UE pode superar as diferenças entre o Norte e o Sul, o Este e o Oeste. A Europa é demasiado pequena para se dividir. Um dia, será em dois, no futuro em quatro. Devemos demonstrar que juntos podemos construir uma Europa mais soberana", defendeu.

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Com Lusa.


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