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Empresa proíbe véu islâmico negro por parecer terrorista

23.06.2017 17:51 por Bianca Marques com F.G
Uma mulher muçulmana está a processar os antigos patrões depois de supostamente ter-lhe sido sugerido que removesse o seu lenço preto
Foto: Getty Images
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Hijab
Uma mulher muçulmana, que trabalhava para a imobiliária Harvey Dean, em Bury, na Inglaterra, está a processar os seus antigos patrões depois de supostamente ter-lhe sido sugerido, por várias vezes, que removesse o seu lenço preto porque a peça teria "afiliações terroristas", de acordo com o The Independent.

O caso, que está a ser julgado no Tribunal do Trabalho de Manchester, diz que a mulher foi informada de que uma vez que iria passar a atender clientes  directamente clientes "seria no melhor interesse do negócio que mudasse a cor do seu hijab, devido a associação do terrorismo com a cor preta ".

Um dos seus colegas chegou, alegadamente, a afirmar que a comunidade predominantemente branca e não muçulmana da empresa "ficaria intimidada e assustada se a visse".

A mulher afirmou não estar preparada para mudar a cor do seu traje pelos motivos que lhe tinham sido apresentados e que voltou novamente a recusar esta proposta, durante uma reunião, em que o chefe lhe terá apresentadp vários hijabs coloridos, para que esta pudesse usá-los.

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Posteriormente às sucessivas recusas da funcionária, o gerente começou a acusá-la de não estar a trabalhar, apesar de a própria dizer que estava na sua hora de almoço, e de seguida exigiu de forma rude que a funcionária saísse do estabelecimento.

A queixa descreve que o tratamento recebido pela mulher criou um "ambiente intimidante, hostil, degradante, humilhante e ofensivo" e pede que se condene a a empresa por discriminação.

A audiência preliminar, está marcada para 20 de Julho, e, se condenada, a Harvey Dean poderá vir a pagar uma multa. 


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