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Mistério

Apesar de foto, surge tese diferente sobre Amelia Earhart

10.07.2017 15:55 por Rute Azevedo com Cátia Andrea Costa
Apesar dos novos indícios de que a piloto pode não ter morrido num acidente de avião, investigadores defendem que morreu quando avião se despenhou
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Amelia Earhart

Será que Earhart foi mesmo capturada pelos japoneses, como sugeriu um programa do canal História? O International Group for Historic Aircraft Recovery (TIGHAR, que quer dizer grupo internacional de recuperação de aviões históricos) não acredita nesta tese. O investigador Ric Gillespie integra este grupo e acredita que Earhart e o seu navegador Fred Noonan terão morrido como náufragos numa ilha deserta, Nikumaroro, no meio do Oceano Pacífico. 

Os cães Marcy, Piper, Kayle e Berkeley, da raça Border collie, foram treinados para detectar através do faro vestígios químicos deixados pelos restos de decomposição humana e levados para uma expedição à ilha.

Na última semana, o canal História sugeriu num programa que Earhart tinha sido capturada pelos japoneses devido a uma antiga fotografia recém-descoberta nos Arquivos Nacionais em que figuraria a piloto e Noonan. A imagem fora captada no porto de Jaluit, ilhas Marshall, depois do desaparecimento de ambos.

Porém, os investigadores da TIGHAR acreditam que o avião de Amelia foi desviado da sua rota por ventos fortes sentidos no Pacífico. O combustível do avião terá terminado, mas Earhart e Noonan terão conseguido aterrar com alguns ferimentos numa ilha deserta a 400 milhas de onde deveriam voltar a abastecer, defende este grupo. 

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A 30 de Junho de 2017, os cães, os seus treinadores e um grupo de investigadores viajaram até à ilha Nikumaroro, outrora conhecida por Gardner, numa expedição financiada pela Sociedade National Geographic.

Os investigadores esperavam que os cães os conseguissem levar até ao local onde o esqueleto havia sido encontrado, para com um pouco de sorte e através da análise de DNA de um osso encontrado, se resolvesse o caso de Earhart, desaparecida há mais de 80 anos.

Segundo a National Geographic, "no momento inicial do trabalho realizado no local, Berkeley, um macho de pêlo vermelho encaracolado, deitou-se na base de uma árvore e fixou os olhos no seu treinador, Lynne Angeloro". "O cão estava em alerta, indicando a Angeloro que havia detectado o cheiro de restos humanos. De seguida foi Kayle, uma fêmea irrequieta que indicou o mesmo local. No dia seguinte, Marcy e Piper, dois Border collies pretos e brancos, foram levados ao mesmo local e também eles deram sinal", conta um artigo no site da National Geographic sobre o caso. 

Os sinais eram claros: alguém, talvez Amelia e Fred, tinha morrido perto daquele tronco de árvore.

Ainda assim, os investigadores não descobriram no local ossos humanos, enviando para o laboratório amostras do solo para que fosse extraída uma amostra de ADN. Ainda não foram obtidos quaisquer resultados. Os investigadores admitem que era uma possibilidade muito remota.

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Após a sua aterragem de emergência nas ilhas Marshall, o Grupo TIGHAR acredita que Earhart usou o rádio do avião para pedir ajuda durante uma semana, aproximadamente, até a maré arrastar os destroços para o oceano.

Em 1940, foi encontrado um esqueleto na ilha Nikumaroro. Após análise numa escola de medicina nas ilhas Fiji, o médico D.W.Hoodless concluiu que não se tratava de Amelia Earhart mas de um homem europeu pequeno e atarracado. O TIGHAR crê que o médico estava enganado. Em 1998, as ossadas voltaram a ser estudadas com base num banco de dados antropológico e concluiu-se que o esqueleto poderia ter pertencido a uma mulher mais alta que a média europeia, alguém como Earhart.

Nas últimas três décadas, membros do TIGHAR fizeram cerca de uma dúzia de expedições à ilha com o intuito de provarem esta teoria, onde conseguiram recolher material que mostrava a possibilidade de ter estado um náufrago ocidental na ilha na década de 30 como ferramentas improvisadas, restos de um sapato, destroços de um avião e pedaços de maquilhagem.


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