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Quem é a criadora da expressão "factos alternativos"?

23.01.2017 16:33 por Nuno Paixão Louro
Para justificar uma afirmação do secretário de imprensa de Donald Trump, quando questionada se era falsa, a assessora do Presidente usou essa expressão controversa
Foto: Twitter
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Foto: Reuters
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Apenas dois dias depois da tomada de posse do presidente americano, Donald Trump, a sua assessora Kellyanne Conway já está debaixo de fogo. Em entrevista a Chuck Todd da NBC News, Conway usou a expressão "factos alternativos" para apoiar o secretário de imprensa que, na primeira conferência de imprensa na Casa Branca, afirmou que a tomada de posse de Trump foi a mais vista de sempre.

Questionada sobre se Sean Spicer tinha "proferido uma falsidade" sobre a assistência da Inauguração, Conway respondeu: "Não seja tão excessivamente dramático acerca disso. Está a dizer que é uma falsidade... Sean Spicer, o nosso secretário de imprensa, deu factos alternativos".

A polémica estalou de imediato nas redes sociais, de tal forma que até a equipa do Dicionário Merriam-Webster, partilhou um post no Twitter com a sua definição da palavra facto. "Um facto é um fragmento de informação apresentada como tendo realidade objectiva", esclarece o tweet.

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Já na sexta-feira, dia da tomada de posse. Kellyanne Conway atraiu comentários nas redes socais acerca do modelo que escolheu para usar durante a cerimónia, um fato, de estilo militar, com as cores da bandeira dos Estados Unidos (azul, branco e encarnado) da marca Gucci.

Além de questionarem o gosto da indumentária e de usá-la para criar memes, ridicularizando a escolha, os internautas criticaram a afirmação de Conway ao dizer que o fato de cerca de 3.400 euros, era "o uniforme da revolução Trump".

Os memes de Kellyanne Conway

Outro episódio que protagonizou deu que falar, quando apareceu vestida de Super-mulher na festa que Trump deu, depois de vencer as eleições, em Dezembro, que tinha como tema "Heróis e Vilões". Na legenda da foto que partilhou, e onde aparecia com Trump, explicou que se vestia assim para "honrar" o "derradeiro herói".  

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Kellyanne Conway tem 50 anos e chegou ao actual cargo depois de ter sido a primeira mulher a dirigir a campanha eleitoral do vencedor. Apesar de ter chegado apenas dois meses e meio antes das eleições, o seu papel não foi descurado pelo Presidente que a colocou entre os primeiros nomeados da sua equipa, como conselheira oficial.

Quem é Kellyanne?

Conway foi criada apenas pela mãe em New Jersey. Estudou Direito e ainda exerceu advocacia, mas grande parte da sua carreira foi feita na empresa de sondagens, Polling Company, que fundou em 1995.

A par disso iniciou também uma carreira como comentadora política em programas de algumas das maiores cadeias de televisão americanas, como a CBS, a NBC ou a Fox News.

Ao contrário da mãe que apoiava o partido Democrata, Kellyanne é republicana. Nas eleições de 2016 começou por apoiar Ted Cruz e chegou a criticar Donald Trump, dizendo que passava por cima dos mais fracos para chegar ao poder. Em Julho, quando Cruz desistiu da corrida à Casa Branca, Conway passou a apoiar Trump e em Agosto foi nomeada directora da sua campanha.

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Casada com o advogado George T. Conway III, o casal vivia, até agora, perto de Nova Iorque com os quatro filhos.


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