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Donald Trump volta a causar incómodo no 11 de Setembro

11.09.2018 21:19 por Diogo Barreto
O presidente dos EUA, Donald Trump, assistiu a uma homenagem às vítimas do ataque terrorista de 11 de Setembro. No caminho fez um gesto inusitado.
Foto: Getty Images
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Os atentados terroristas do dia 11 de Setembro de 2001 nos EUA deram início a uma nova era da sociedade contemporânea. O terrorismo entrou na ordem do dia, a segurança interna dos países foi reforçada e a guerra voltou em força ao Médio Oriente. Ainda hoje se sentem repercussões do 11 de Setembro naquela parte do mundo.

No dia em que caíram as Torres Gémeas, todo o mundo parou para ver o momento e milhões de pessoas lamentaram a perda de milhares de vida em Nova Iorque, Washington D.C. e na Pensilvânia. Donald Trump era na altura um dos mais importantes investidores imobiliários da cidade de Nova Iorque e comentou a tragédia ao vivo num programa televisivo. Depois de lamentar a perda das vidas, o milionário fez uma constatação inusitada. Após da queda das Torres Gémeas, a sua Trump Tower voltava a ser o edifício mais alto da baixa de Manhattan, congratulou-se Trump.

A posição de Trump foi altamente criticada e este foi acusado de desrespeito pelas vítimas.

Anos mais tarde, o milionário voltou a falar do ataque e escreveu no Twitter: "Gostava de estender as minhas condolências a todos, incluindo os haters e os perdedores, neste dia especial, 11 de Setembro".

E embora Trump seja agora um dos homens mais poderosos do mundo e o líder de uma potência mundial, a sua atitude face ao acontecimento que mudou os EUA continua deslocada. Esta terça-feira, o presidente dos EUA, ao chegar a uma homenagem às vítimas mortais daquele dia na Pensilvânia foi, durante o caminho, com punhos elevados e os dentes a morder o lábio inferior, como que a festejar uma vitória desportiva. 

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Mas o dia de Trump não começou na Pensilvânia. O presidente dos EUA fez um retweet de uma publicação do 11 de Setembro do ano passado e depois começou a escrever sobre cooperação com a Rússia. Posteriormente, saudou o trabalho desenvolvido por Rudy Giuliani, o seu advogado, enquanto presidente da Câmara de Nova Iorque, durante os ataques.

Só depois um tweet original onde anunciava que iria assistir à homenagem na Pensilvânia, divulgando uma fotografia onde aparece com dezenas de funcionários da Casa Branca, de mão sobre o peito. A mensagem dá a entender que o evento se tinha passado neste dia, mas uma análise à fotografia mostra que estão presentes Omarosa Manigault, ex-conselheira de Trump, e Hope Hicks, ex-directora de comunicação da Casa Branca, que abandonaram o executivo há vários meses. Isto prova que a fotografia tem vários meses e que não foi tirada esta terça-feira.




Houve ainda uma outra publicação sobre a data histórica que se assinala esta terça-feira. Desta vez, o presidente limitou-se a escrever "17 anos desde o 11 de Setembro!", um lembrete de data e pouco mais, publicando posteriormente um vídeo da homenagem na Pensilvânia.

O presidente dos EUA fez um elogio aos "bravos cidadãos que mudaram o curso da história" e "combateram o inimigo, sacrificando a sua vida". Desta vez, ao contrário do que fez durante a campanha eleitoral, não referiu "as centenas de amigos" que perdeu naquele dia, ou como viu "milhares" de pessoas a aplaudir a queda das Torres Gémeas na cidade de Jersey, do outro lado do rio.


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