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smart talks

Demos boleia ao autor de Banda Sonora

01.03.2018 07:00 por Diogo Barreto
Enquanto o conduzíamos por Lisboa, o dramaturgo algarvio falou-nos do musical que escreveu, e estreia dia 9, e do trabalho que se segue: uma ópera. (conteúdo patrocinado)

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smart talks - Ricardo Neves-Neves


Num dia frio, mas com bastante sol, Ricardo Neves-Neves ia ensaiar a próxima peça que vai ter em palco, Banda Sonora - um musical -, a estrear a 9 de Março, no São Luiz, em Lisboa. Aproveitando a boleia, desde a Estufa Fria até ao local de ensaio, perto da Assembleia, falou sobre esse espectáculo, os 10 anos da sua companhia (o Teatro do Eléctrico) e ópera.

"Esta Banda Sonora continua aquilo que tenho estado a fazer, que é trabalhar muito a partir da música, mas desta vez acho que estamos a dar um passo um bocadinho maior", acredita o dramaturgo algarvio, confessando-se ansioso por ver o resultado final deste trabalho, feito em parceria com o compositor e pianista Filipe Raposo e que integra a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Cesário Costa: "Gosto muito de música e poder incluí-la nos espectáculos é uma grande paixão minha."

A música vai continuar presente no trabalho deste artista que já em 2015 encenou a ópera Bastien und Bastienne, que Mozart compôs aos 12 anos. Este ano, "em Novembro" voltará a dirigir ópera, numa colaboração entre o Teatro Nacional de São Carlos e o Trindade. "O libreto é de Pedro Mexia", adianta. Já o texto de Banda Sonora é de Neves-Neves, que diz que tem "muita dificuldade em escrever", mas nos últimos 10 anos assinou várias peças para a sua companhia e até para outros encenadores, como Mónica Garnel (The Swimming Pool Party, já estreada em 2018). "O que muitas vezes me faz querer continuar a escrever os textos é pensar que o que estou a fazer é um jogo. Que a cena seguinte é a continuação e consequência de um jogo", diz.

A celebrar 10 anos desde que fundou o seu Teatro do Eléctrico, o dramaturgo, encenador e actor faz um balanço positivo da década, referindo que o melhor tem sido "poder fazer digressões pelo país inteiro", apresentando o seu trabalho a vários públicos, não só das grandes cidades. "E há ainda uma evolução por parte da equipa, porque continuamos a experimentar coisas novas quando estamos em cena e é incrível", acrescenta.

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Ricardo Neves-Neves


Neves-Neves conclui dizendo que, de momento, as estruturas para encenar uma peça em Portugal não são as melhores e que este ano já marcou espectáculos sem saber se terá verbas para os realizar. "Há vezes em que ficamos fora de pé e, se não soubermos nadar (Yo!), as coisas não acabam bem", sublinha, citando o histórico rap dos Black Company para terminar a viagem.


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