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Jorge Palma (1950-2026), o adeus ao príncipe fora-da-lei

De criança prodígio a "fora-da-lei" universalmente acarinhado, Jorge Palma reinventou o amor e a liberdade na canção em português. Ao longo de mais de 50 anos fez poesia a partir da condição humana e da arte de amar. O príncipe da música portuguesa morreu aos 76 anos.

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Edição de 6 a 12 de outubro
Jorge Palma
Jorge Palma Pedro Paiva

O amor que Jorge Palma cantou nunca foi estanque, mas sim um sentimento em perpétuo movimento, percorrendo caminhos sinuosos. Os comboios, as estradas e a ideia de viagem são indissociáveis da sua obra, bem como um desejo de sugar o tutano à vida sem deixar de viver no fio da navalha. Durante mais de meio século Palma foi um príncipe da música portuguesa: gigante e ao mesmo tempo tão frágil e humano, que se expôs de uma forma brutalmente honesta ao mesmo tempo que fazia canções universais e intemporais. E agora esse "fora-da-lei" embarcou na última viagem.  

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