Crítica de cinema: o Círculo

O Círculo nunca é mais do que um Black Mirror Light, não tendo a audácia de explorar os lados mais negros e inesperados da tecnologia

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Tiago Santos 07 de maio de 2017

Um dos problemas de O Círculo (e são alguns) é a existência de Black Mirror. É indiscutível que a cáustica e profética série de Charlie Brooker, com os seus contos de caução futurista, colocou uma fasquia alta para todos os projectos que tentam interpretar o mundo hiperligado. Apesar do talento de Dave Eggers, um romancista de créditos que adapta o seu próprio livro (também co-escreveu o argumento do delicado Um Lugar Para Viver), e James Ponsoldt, o jovem realizador que tem sido uma surpresa no cinema mainstream americano (Smashed, Aqui e Agora e The End of The Tour - que infelizmente não estreou por estes lados - onde encontrou humanidade no estranho génio de David Foster Wallace), O Círculo nunca é mais do que um Black Mirror Light, não tendo a audácia de explorar os lados mais negros e inesperados da tecnologia - e as consequências que a evolução dos códigos binários provocaram na psique humana.

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