Crítica de cinema: Mulher Que Segue à Frente

"O grande destaque deste drama histórico com raízes feministas é Michael Greyeyes", escreve Pedro Marta Santos na sua crítica

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Crítica de cinema: Mulher Que Segue à Frente
Pedro Marta Santos 29 de setembro de 2018

O rosto de Jessica Chastain magnetiza qualquer ecrã, mas o grande destaque deste drama histórico com raízes feministas é Michael Greyeyes, actor e bailarino canadiano, descendente de índios Cree, que aqui interpreta o mais icónico - a par de Geronimo - dos chefes nativos americanos, líder dos Dakota, Sitting Bull (1831-1890). É uma versão nostálgica e ultra-romantizada do relacionamento entre Bull e a activista e pintora Caroline Weldon, em pinceladas de aguarela sugerindo um amor impossível - na verdade, Weldon desentendeu-se com o guerreiro, saindo da reserva antes do assassinato de Bull na reserva de Standing Rock; mas, como repetia John Ford, "entre os factos e a lenda, imprima-se a lenda". Um filme razoável, com dois ou três planos majestosos das pradarias e uma breve cena num cemitério em beleza reminiscente de She Wore a Yellow Ribbon.

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