Isabela Figueiredo: “Sempre senti que me olhavam como uma deficiente”

Ficou conhecida com um livro de memórias que escreveu debaixo de grande irritação quando as livrarias se encheram de um pós-colonialismo delico-doce. Estreia-se agora no romance. A sua Maria Luísa é uma gorda em guerra contra a normalidade.

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Isabela Figueiredo: “Sempre senti que me olhavam como uma deficiente”
Dulce Garcia 03 de dezembro de 2017


Nasceu em Moçambique mas é loura, até parece alemã. Veio para Portugal adolescente, em 1975, e passou frio e vergonha. Era retornada, gorda e diferente. Mas tal como a heroína do seu primeiro livro de ficção [A Gorda, da editorial Caminho], esta professora de Almada, que aprendeu a reconciliar-se com o mundo a olhar para o mar da Palha, tem muita fibra. E talento. O seu segundo livro, depois do êxito de Caderno de Memórias Coloniais, já foi considerado um dos livros do ano (ver crítica no GPS). É a história de uma mulher que encolheu o estômago mas que continua a amar desmedidamente um homem que a deixou por ter vergonha do seu corpo.

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