Crítica: "Inverno", de Ali Smith

O crítico aponta: "Certa acumulação de referências sociais, tenderiam a fazer de Inverno um panfleto, não fosse o caso de Smith ser uma autora prodigiosa."

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Eduardo Pitta 02 de fevereiro de 2019

Foi publicado Inverno, segundo volume da tetralogia das estações do ano, da escocesa Ali Smith (n. 1962). Ativista política e defensora dos direitos LGBTI, foca-se agora nas consequências do Brexit e na deriva populista encarnada por Trump, "um presidente norte-americano que tem por hábito comparar mulheres a cadelas [e que] encoraja os Escuteiros da América a vaiar o último Presidente e a vaiar o nome da sua própria adversária nas eleições do ano passado". Em Smith, nada é linear: a narrativa errática e os monólogos interiores permitem todo o tipo de digressões. O real (um deputado britânico a ladrar para uma colega de etnia diferente) pode ser surreal.

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