Ruth, o maior jogador português

A iminência da Guerra Colonial foi ofuscada pela batalha por Eusébio entre Sporting e Benfica. O jogador viajou de Moçambique para Portugal com um nome falso - e de mulher. O realizador António Pinhão Botelho pegou no guião escrito pela mãe, Leonor Pinhão, e fez um filme de espiões que se estreia a 3 de Maio

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Ágata Xavier 03 de maio de 2018

Se não tivesse sido jogador de futebol era a dançar na Broadway que se via. O miúdo de Mafalala, bairro de Lourenço Marques (actual Maputo), chegou a Portugal com o ritmo do jazz no corpo. Disputado pelo Benfica e pelo Sporting, Eusébio viu-se no meio de interesses políticos. A partir de 1961 (ano em que começou a Guerra Colonial), já com a camisola do Benfica vestida, ganhou 11 campeonatos, cinco Taças de Portugal e uma Taça dos Campeões Europeus e uma Bola de Ouro em 1965, um ano antes de alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo disputado em Inglaterra. Por duas vezes foi o melhor marcador da Europa, numa carreira de 22 anos que começou no Sporting de Lourenço Marques (onde era pago com sanduíches e copos de leite). Apelidaram-no de Rei e de Pantera Negra, mas foi como Ruth Massolo que chegou a Lisboa, escondido dos dirigentes leoninos. É este episódio que conta Ruth, filme que se estreia a 3 de Maio, com realização de António Pinhão Botelho e guião de quem o conhece melhor, a mãe, a jornalista Leonor Pinhão.

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