
Para poder adicionar esta notícia deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da SÁBADO, efectue o seu registo gratuito.
Scott Matthew: "Já não preciso de estar apaixonado para escrever canções"
Bruxarias de todo o tamanho para a noite de Halloween
Crítica de Cinema: Feliz Como Lázaro
As melhores escapadas para este Outono
// GPS
Passámos o dia da espiga a fazer arranjos florais com Albane e Luís da Kckliko, dupla que faz ramos de flores bravias. Hoje, 16 de Junho, há um workshop de centros de mesa
O branco das paredes e do chão é cortado pela cor dos ramos de flores e folhagens que estão ao fundo da sala. Em cima de uma longa mesa de madeira há um vaso pequeno sobre um vaso grande virado ao contrário a fazer de suporte - a garantia possível de que o arranjo floral que nos preparamos para fazer não tombará ao primeiro descuido.
Estou na Sociedade, um espaço que quer juntar pessoas que gostem de falar sobre alimentação e sustentabilidade, inaugurado em Abril por Cláudia Villax na zona do Príncipe Real, em Lisboa. O meu objectivo é fazer um arranjo floral num vaso com a ajuda de Albane e Luís, dupla de floristas e respigadores da Kckliko, empresa que gerem e cujo nome é a escrita fonética de papoila em francês (coquelicot). De saia florida, Albane assegura que a maioria das espécies que vemos foram colhidas em Lisboa, sobretudo em quintais de vizinhos. Ou seja, estão na rua e não em estufas na Holanda, Quénia, Etiópia ou Colômbia - os principais produtores mundiais.
Fez-se uma breve apresentação das seis participantes do workshop, todas mulheres e todas com um interesse comum: aprender flower styling e criar algo parecido com o que a Albane faz. Não se tratam de arranjos comuns, daqueles que encontramos nas floristas mais convencionais. À primeira vista parecem toscos porque não estão espartilhados em fitas, elásticos e papéis de celofane coloridos, mas são arranjos que não se repetem, feitos com flores da época (tal como a fruta e os legumes, as flores também têm a sua estação) e moldados segundo a vontade da... flor. E a nossa, claro. Diria até que cada arranjo reflecte um bocadinho da personalidade de quem o faz. O meu, por exemplo, estava bastante arrumadinho na parte inferior, com flores dispostas quase simetricamente, enquanto, na parte de cima, vários botões de rosa por abrir lembravam longos aranhiços assustados, prontos a fugir do vaso.
A maioria das flores são silvestres e foram apanhadas em Lisboa
Depois de apresentadas as flores, estudámos a conjugação de cores e os formatos. Não hesitei em escolher um ramo de pistacheiro por me lembrar uma pessoa de quem gosto muito, um ramo de romanzeira por ser a árvore que os meus avós têm no quintal e uma ervilha de cheiro por causa da minha amiga Elvira. Basicamente, fiz um teste de Rorschach em vaso e o resultado pode ser analisado nesta fotografia aqui ao lado.
A Sociedade
R. Luís Fernandes, 32A, Lisboa || Preço €135 (inclui material)
Próxima data: 16/6 || 14h-18h (duração: 4h)
Recomendado para quem tem experiência (Os iniciantes serão acompanhados por duas pessoas da Kckliko)