Júlio Pomar (1926-2018), neo-realista, moderno, abstracto - e tudo

Morreu o pintor e morreu também o escritor, o teórico, o gravador, o ceramista, o desenhador, o homem que escrevia fados para os amigos. Aquele que foi para muitos o maior artista português da sua geração, deixa tigres, banhos turcos e um almoço muito particular

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Ágata Xavier 24 de maio de 2018
Ágata Xavier

Percebeu cedo que a arte era o caminho. Encorajado pela mãe, que guardou os livros de desenhos que o filho fez com 7 e 8 anos, e apoiado por um tio, escultor, que o sugeriu a Cunha Motta, director da António Arroio, Júlio Pomar, que morreu na terça-feira, 22, com 92 anos, no Hospital da Luz, fez um pouco de tudo: desenhou, pintou, escreveu, fez gravura, serigrafia, cerâmica e colagens - e até compôs uns fados. O miúdo tinha jeito e numa Missão Estética de Férias (programa que juntava artistas e no fim expunha o trabalho que tinham criado), que decorreu em Évora no Verão de 1945, ergueu-se entre Júlio Resende, Nadir Afonso ou Dordio Gomes. Foi de lá que saiu um dos símbolos do neo-realismo, o Gadanheiro, onde um corpo de um homem em movimento se aproxima das extremidades da tela, e por conseguinte, de quem o vê.

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