Trabalhadores dos CTT entram em greve geral a 13 de janeiro

Lusa 19 de dezembro de 2019
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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios anunciou uma greve geral para 13 de janeiro, em protesto por a administração dos CTT não reintegrar um funcionário despedido.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) anunciou hoje uma greve geral para 13 de janeiro, em protesto por a administração dos CTT não reintegrar um funcionário despedido em agosto por alegado incumprimento profissional.

Estação dos Correios dos CTT
CTT
Estação dos CTT em Maceira, Leiria, foi um dos locais alvos de buscas
Posto dos CTT
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Estação dos Correios dos CTT
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Estação dos CTT em Maceira, Leiria, foi um dos locais alvos de buscas
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José Oliveira, membro da direção do SNTCT, afirmou à Lusa que na base da paralisação, que terá na sexta-feira o seu primeiro momento com uma greve que abrange 15 Centros de Distribuição Postal (CDP) da Área Metropolitana do Porto e do Minho, está o facto da administração dos CTT recusar-se a cumprir a decisão do Juízo de Trabalho de Valongo, que aceitou a providência cautelar interposta pelo sindicato.

António Neto Cunha, funcionário dos CTT em Ermesinde, concelho de Valongo, "sofreu um acidente de serviço na década de 1980 que o deixou com limitações físicas", tendo recebido "em agosto de 2019 a carta de despedimento por alegadamente não cumprir os mínimos do serviço que lhe fora atribuído assim que recuperou do acidente", sintetizou o sindicalista.

Inconformado, o sindicato avançou com uma providência cautelar, que "recebeu a aprovação do tribunal, condenando os CTT a reintegrarem o trabalhador" e recuperando este também "as funções que vinha exercendo", bem como a "retribuição e subsídios, com os descontos e benefícios inerentes", refere a nota de imprensa do sindicato.

José Oliveira acrescentou que a decisão do tribunal "foi parcialmente cumprida pelos CTT, tendo sido entregue ao funcionário demitido um cheque com a remuneração desde a data da decisão do tribunal, mas sem reintegração".

Funcionário dos CTT na condição de trabalhador subscritor da Caixa Geral de Aposentações, específica a nota de imprensa, António Neto Cunha "não tem, por isso, direito a subsídio de desemprego", o que o deixa "numa situação de enorme precariedade a quem os colegas, solidários, querem pôr fim com as greves anunciadas", disse o sindicalista.

A greve de 24 horas que começas às 00:00 de sexta-feira abrange os centros de distribuição postal de Ermesinde, Carvalhos, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Braga, Gondomar, Maia, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Póvoa de Varzim, Fafe, Guimarães e três do Porto (4000/4050, 4100/4150 e 4200/4300), bem como o Centro de Produção e Logística Norte, na Maia.

O secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP), Arménio Carlos, marcará presença sexta-feira, às 10:00, na greve à porta do CDP de Ermesinde.

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