Segunda vaga de covid atira Portugal para recessão de 11,3%, diz OCDE

Jornal de Negócios 10 de junho de 2020

A OCDE traça dois cenários "igualmente prováveis": um apenas com a primeira vaga de covid-19, e outro que presume uma segunda vaga, no final do ano. Nos dois casos, o desemprego, o défice e a dívida disparam.

A recessão que a economia portuguesa está a enfrentar este ano pode atingir os 11,3%, caso se venha a verificar uma segunda vaga de covid-19, no final de 2020. Admitindo que tal não acontece, e que a doença fica relativamente contida, o PIB deverá encolher, ainda assim, 9,4%. As projeções são da OCDE e são as mais pessimistas reveladas até ao momento.

"A covid-19 é a pior crise económica e sanitária desde a Segunda Guerra Mundial, prejudicando a saúde, o bem estar, os empregos e criando uma incerteza extraordinária", sublinha a organização liderada por Ángel Gurría (na foto). Tendo em conta a dificuldade de antever a evolução da pandemia, a OCDE apresenta dois cenários de previsões: um em que presume que não haverá mais nenhuma vaga de contágio do vírus, e outro em que assume que haverá uma segunda vaga, no final deste ano.

O relatório sublinha que os dois cenários são "igualmente prováveis", mas começa a explicação pelo segundo, o mais pessimista. No caso de uma segunda vaga de covid-19, Portugal torna-se a terceira economia com a maior recessão da zona euro, só ultrapassada por Espanha (com uma contração de 14,4%) e pela República Checa (que cai 13,2%). 

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