Coronavírus: desemprego pode subir até aos 10,4%

Jornal de Negócios 23 de março de 2020

Economistas da Católica desenharam cenários para os impactos da pandemia na economia portuguesa. Se a fase crítica durar apenas três meses, o PIB cai 10%. Se durar seis meses, economia contrai 20%.

A economia portuguesa pode recuar 10% e o desemprego subir para 10,4% este ano, caso a fase crítica da pandemia do novo coronavírus em Portugal dure três meses, estima o Núcleo de Estudos da Universidade Católica (NECEP).


Os economistas da Católica, liderados por João Borges de Assunção, divulgaram nesta segunda-feira, 23 de março, uma edição antecipada e extraordinária da habitual Folha Trimestral de Conjuntura, onde apresentam uma nova estimativa para a evolução da economia portuguesa para o conjunto de 2020, assumindo a "disrupção generalizada na economia mundial" causada pela doença covid-19.


Nesse sentido, o NECEP desenhou três cenários. No central, que assume que a fase crítica da pandemia dura em Portugal apenas três meses, a economia portuguesa recua 10% e o desemprego dispara para 10,4% em 2020. No cenário pessimista, em que os economistas admitem que o controlo da pandemia se prolonga por seis meses, a contração económica pode chegar aos 20% - e o desemprego alcançar 13,5%.

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