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Desemprego real atinge os 17,5%, o dobro dos dados oficiais

02.03.2018 09:15 por Susana Lúcio
Investigadores somaram o número de indisponíveis, trabalhadores em part-time e os chamados ‘ocupados’ do IEFP e calcularam a real taxa de desemprego
Foto: Luís Forra / LUSA
Desemprego baixa para 13,1%
Foto: Sábado
Taxa de desemprego jovem em Portugal sobe para 35,4%
Foto: Sábado

desemprego

A taxa de desemprego oficial está longe de revelar o real número de pessoas que não têm emprego em Portugal, segundo um estudo que será publicado em livro por investigadores do Instituto Universitário de Lisboa. A taxa é o dobro se juntarmos aos desempregados os subempregados, os inactivos indisponíveis para trabalhar e os ocupados dos centros de emprego, avança o Público.

O cálculo, feito pelos investigadores Frederico Cantante e Renato Miguel do Carmo, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, visa revelar o verdadeiro impacto da crise no trabalho em Portugal.

Aos desempregados, os investigadores juntaram os desencorajados (que desistiram de procurar emprego), os subempregados (que só conseguem encontrar part-time), os inactivos indisponíveis (que estão doentes ou têm um familiar a seu cargo) e os chamados ocupados pelos centros de emprego em acções de formação.

E a percentagem, a que chamaram taxa de desemprego redimensionada, era de 17,5% no final do ano passado, mais do dobro da taxa oficial, 8,5%.

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Em 2013, no pico da crise económica, o desemprego real foi de 28,1%, muito superior aos registados 17,5%. A informação está detalhada no livro Desigualdades Sociais: Portugal e a Europa, que será lançado no dia 7 de Março.

"Durante a crise foi-se mascarando a situação real de desemprego até por via de uma alteração de critérios estatísticos que levou à exclusão das estatísticas oficiais de várias realidades sociais ocultas", disse Renato Miguel do Carmo.


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