Rui Pinto, o hacker que roubou os segredos do futebol

Eduardo Dâmaso , Nuno Tiago Pinto 16 de janeiro de 2019

Rui Pinto é o suspeito de ter roubado a correspondência electrónica privada do Benfica, que foi divulgada na Internet. Aos 23 anos foi apanhado depois de desviar 270 mil euros de um banco nas ilhas Caimão.

O homem suspeito de roubar os segredos do Benfica é um génio da informática e do crime. Nos últimos seis anos, o seu nome foi caindo sucessivamente em processos judiciais e na informação policial mas só uma vez foi interrogado, aos 23 anos, quando tinha acabado de protagonizar um desfalque de 300 mil dólares (270 mil euros) ao Caledonian Bank, sediado nas ilhas Caimão e com milhares de contas offshore.

Nessa altura, foi tudo feito a partir do seu quarto, na casa dos pais, em Lavadores, Gaia. Hoje, trabalha a partir de Budapeste, capital da Hungria, onde tem o seu quartel- -general e se movimenta no meio da pirataria informática internacional. O seu nome está, por exemplo, fortemente associado ao Football Leaks, gigantesca fuga de informação sobre contratos e utilização de offshores para fazer circular o dinheiro, que abalou o futebol mundial. Por cá, para a Polícia Judiciária (PJ) e para o Ministério Público (MP), é o único suspeito de ter roubado a correspondência privada ao Benfica, segundo apurou a SÁBADO junto de várias fontes e de documentos disponíveis em processos judiciais.

Rui Pinto ainda não fez 30 anos e é já uma estrela do crime informático, conhecido em todas as unidades de investigação policial deste tipo de crime da Europa. Em Portugal, começou a ser investigado em 2015 por ser suspeito de ter roubado os segredos do Sporting, da Doyen Investment Sports, um fundo de investimento no futebol (ver caixa), bem como de contratos de jogadores do FC Porto, sobretudo os que implicaram pagamento de comissões a Alexandre Pinto da Costa, filho de Pinto da Costa.

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