Eles já estão na História do Mundial

Eles já estão na História do Mundial
Carlos Torres 15 de julho de 2018

Muitos nem ganharam nada, mas bateram recordes: El-Hadary é o mais velho, Subasic defendeu três penáltis e Rafael Márquez é o recordista dos capitães.

Num Mundial em que se destacou o colectivo, as maiores estrelas, como Ronaldo, Messi ou Neymar, quase não brilharam. Mas houve outros a aproveitar a oportunidade, caso dos franceses Pavard (há um ano jogava na II Liga alemã) e Hernández (a viver em Espanha desde os 4 anos, naturalizou-se em Março) ou do senegalês Wagué (com 19 anos, é o mais jovem africano a marcar num Mundial).
Agora que já só falta conhecer o vencedor, a apurar na final do próximo domingo, dia 15, deixamos-lhe aqui os jogadores que conseguiram um lugar na história.

1. Kane – Melhor marcador
Em 2017, marcou 56 golos e fez história, tornando-se o primeiro em nove anos a conseguir mais golos do que Messi ou Cristiano Ro- naldo. O avançado do Tottenham, de 24 anos, máximo goleador da Liga inglesa em 2016 e 2017 (na última época fez 30, menos dois que Salah), prepara-se para ganhar o troféu de melhor marcador do Mundial 2018 – antes da meia-final com a Croácia (disputada depois do fecho desta edição) tinha seis golos em quatro jogos e liderava a tabela, perseguido pelo belga Lukaku, com quatro. Em 1986, Lineker também venceu com seis golos. Aliás, desde 1974 só um jogador marcou mais – o brasileiro Ronaldo, em 2002: conseguiu oito, dois deles na final.

2. Mbappé – Jovem e veloz
Decisivo na vitória (4-3) sobre a Argentina, nos oitavos-de-final, Mbappé tornou-se o segundo mais jovem de sempre a bisar num jogo do Mundial: tinha 19 anos e seis meses, contra os 17 anos e oito meses de Pelé em 1958. O prodígio francês estabeleceu ainda o recorde de velocidade na prova, ao atingir 37 km/h durante a arrancada de 64 metros só travada na área por Rojo (o penálti deu o 1-0 para a França, marcado por Griezmann). Nascido em Bondy, nos subúrbios de Paris, com pai camaronês e mãe argelina, Mbappé começou a jogar na equipa local, treinado pelo pai.
Já comparado ao brasileiro Ronaldo, pelo estilo explosivo, cresceu a adorar o Ronaldo português (tinha o quarto cheio de posters dele). Depois de brilhar no Mónaco, há um ano mudou-se para o Paris Saint-Germain por 180 milhões de euros.

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