Covid-19: Governo não tem previstos apoios a clubes de futebol

Lusa 04 de maio de 2020
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"Não foi discutido até ao momento. O que procurámos foi verificar condições sanitárias e de segurança para retomar a I Liga", referiu o governante.

siza vieira
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O Governo não tem planeadas medidas de apoio a clubes de futebol em dificuldades devido à suspensão causada pela pandemia de covid-19, disse hoje o ministro da Economia, tendo como prioridade assegurar condições sanitárias para a retoma competitiva.

Em entrevista à Antena 1, questionado sobre a possibilidade de apoios a clubes com dificuldades, como através da antecipação de receitas do jogo de apostas Placard, gerido pelos Jogos Santa Casa, Pedro Siza Vieira explicou que o tema não tem estado em cima da mesa.

"Não foi discutido até ao momento. O que procurámos foi verificar condições sanitárias e de segurança para retomar a I Liga. Isso está avaliado, e é importante também do ponto de vista da situação económica dos clubes, porque permite também conseguir a retoma das transmissões televisivas", referiu o governante.

Sem "discussões a outro nível" em cima da mesa, Siza Vieira saudou a possibilidade de regresso da competição profissional, mas apenas da I Liga, por aqui ser possível "assegurar garantias e exigências em termos sanitários que reduzam o risco de infeção para atletas e dirigentes e todos os que ali funcionam".

Siza Vieira destacou ainda o regresso das competições nos desportos individuais, do ténis ao golfe e desportos náuticos, por serem "uma parte muito extensa da atividade competitiva no país".

Com o fim do estado de emergência no dia 03 de maio, o Governo autorizou o regresso dos jogos à porta fechada da principal competição de futebol, no fim de semana de 30 e 31 de maio, numa decisão que, no entanto, está dependente de aprovação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.063 pessoas das 25.524 confirmadas como infetadas, e há 1.712 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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