11ª dobradinha fecha época de ouro do Benfica

Cátia Andrea Costa , Lusa 28 de maio de 2017
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"Encarnados" levantaram a Taça de Portugal no Jamor, um troféu que juntam à conquista do campeonato, o quarto consecutivo. Uma temporada de glória para o clube da Luz

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A chuva intensa abençoou mais um dia de glória do Benfica, que fechou a época com "chave de ouro", ao vencer a Taça de Portugal pela 26.ª vez, após bater o Vitória de Guimarães, por 2-1. Um troféu que se junta ao tetracampeonato - o 36º título da história "encarnada".

Raúl Jiménez (48 minutos) e Salvio (53) anotaram os tentos benfiquistas e nem o golo de Zungu (78) impediu que as "águias" somassem a 11ª "dobradinha" da sua história, algo que não sucedia desde 2013/14, quando conquistou os dois troféus, sob o comando de Jorge Jesus.

Os "encarnados", que sucedem ao Sporting de Braga, somam, agora, 26 Taças de Portugal (em 36 finais), mais 10 do que os rivais Sporting e FC Porto, cada um com 16, ao passo que o técnico Rui Vitória arrecadou o seu quinto troféu desde que assumiu o comando da formação da Luz, em 2015.




Primeira parte sem história
Duas semanas após ter assegurado o inédito "tetra", o técnico do Benfica apresentou precisamente o mesmo "onze" que goleou os vitorianos nesse jogo (5-0), há duas semanas, com Cervi a ocupar a ala esquerda ofensiva, enquanto Raúl Jiménez formou dupla de ataque com Jonas. Já Pedro Martins, operou duas alterações relativamente a essa partida do Estádio da Luz, devolvendo a baliza ao jovem Miguel Silva, que substituiu Douglas, e colocando o extremo Raphinha no lugar do uruguaio David Texeira.

A decisão da Taça foi bem diferente do encontro do campeonato, tal como os dois técnicos tinham antevisto, desde logo porque a chuva não deu "tréguas" nem aos intervenientes nem aos muitos adeptos que tentaram dar cor a um dia cinzento.

O Vitória de Guimarães arrancou a partida com a clara intenção de "ferir" o adversário, mas seriam os "encarnados" a ameaçar de forma mais incisiva, primeiro num remate de Pizzi, que saiu ao lado, e, sobretudo, num cabeceamento falhado por Luisão, à passagem do quarto de hora.

Contudo, a lesão de Fejsa, pouco depois - teve de ser rendido por Samaris - obrigou a alguns minutos de paragem, que acabaram por reduzir o ímpeto benfiquista. Os vitorianos equilibraram o jogo a partir desse momento.

De resto, os minhotos dispuseram, no espaço de um minuto, de duas ocasiões para inaugurar ao marcador: Hernâni, num pontapé acrobático, obrigou Ederson a aplicar-se para manter o nulo, e, logo de seguida, Rafael Miranda ficou a centímetros do golo, na sequência de um canto.

Os "encarnados" procuravam canalizar jogo pela banda esquerda, onde Grimaldo e Cervi eram os mais assertivos na procura da baliza vitoriana, embora Miguel Silva continuasse a ser um mero espectador, numa primeira parte muito estratégica e com poucos lances de verdadeira emoção.

Entrada demolidora dos "encarnados"
Ao contrário do vídeo-árbitro, que esteve em pleno funcionamento pela primeira vez nas competições nacionais, o Vitória de Guimarães regressou do descanso offline, aproveitando o Benfica para ganhar uma importante margem em apenas cinco minutos.

Primeiro, Jonas surgiu em zona frontal, rematou para defesa incompleta de Miguel Silva e Raúl Jiménez surgiu rapidíssimo a finalizar com classe, picando por cima do guardião e inaugurando o marcador.

Cinco minutos volvidos, Pizzi, Jonas e Nélson Semedo combinaram dentro do bloco vimarenense e o lateral direito cruzou com precisão para a entrada de rompante de Salvio, que, de cabeça, não deu hipóteses ao guarda-redes minhoto.

A resposta do Vitória foi imediata e Marega assustou Ederson, num livre que passou muito perto do poste, mas seriam as "águias" a ficar novamente à beira do golo, não fosse a barra a impedir os festejos de Jonas.

O Benfica não dilatou a vantagem e o conjunto da Cidade Berço conseguiu mesmo reduzir, por intermédio de Zungu, que, na sequência de um canto, subiu mais alto que a concorrência e devolveu a esperança aos muitos adeptos vimarenenses que se deslocaram ao Jamor.

A 10 minutos do final, o fantasma das duas últimas decisões da Taça começava a pairar no ar, mas, ao contrário do que sucedeu ao Sporting de Braga em ambas, o Benfica não acusou o golpe e ainda dispôs de duas oportunidades para fechar o jogo, só que nem Pizzi nem Raúl Jiménez conseguiram fazer o mais fácil.

Festa do Benfica, orgulho do Vitória
Os dois lances desperdiçados não impediram a festa dos "encarnados", que rebentou assim que Ederson subiu nas alturas para desfazer a última tentativa do Vitória e segurar o triunfo dos tetracampeões nacionais. Do lado do Benfica, a euforia tomou as bancadas e o relvado. Do lado do Vitória, os jogadores foram premiados com uma estrondosa salva de palmas.

Um orgulho que levou o treinador, Pedro Martins, a elogiar a postura dos adeptos. Na conferência de imprensa após o jogo, o técnico admitiu ainda que o início da segunda parte marcou a história da partida. "O golo alterou aqueles dez minutos iniciais da segunda parte, após uma primeira parte irrepreensível", disse aos jornalistas.



Já Rui Vitória não escondeu ser um treinador "muito feliz", destacando a importância de vencer no Jamor. "É um sentimento muito bom quando se ganhar e ganhar neste palco é diferente. Este grupo de trabalho merecia terminar esta época em beleza", frisou. O técnico garantiu, ainda, que vai continuar no Benfica e deixou claro qual é o próximo objectivo: vencer a Supertaça, em Agosto. 

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