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"Deixa-a morrer" cantaram as claques do Benfica a uma jogadora do Sporting

05.03.2018 20:24 por C.A.C.
Capitã da equipa de futsal "encarnada" disse ter "vivido um dos momentos mais tristes enquanto atleta e benfiquista". O vídeo está a ser partilhado nas redes sociais.
Foto: Twiter
Debora Queiroz
Foto: Vítor Chi / Record
Foto: Hugo Monteiro
Foto: Vítor Chi / Record 
Foto: Hugo Monteiro

cânticos claques derbi futsal feminino

Os adeptos do Sporting estão a reagir com indignação a um incidente que ocorreu durante o dérbi deste domingo, no Pavilhão da Luz, durante uma partida de futsal feminino.

Segundo o relato de algumas contas afectas aos "verde e brancos", tudo aconteceu quando a capitã "leonina", Débora Queiroz, se lesionou e precisou de assistência médica.

Acto imediato, a capitã do Benfica, Inês Fernandes, foi prestar ajuda à colega de profissão. Mas o gesto da atleta, médica de profissão, não foi bem recebido pelas claques das "águias". Num vídeo colocado a circular, e que é uma gravação da BTV, ouve-se um cântico que diz "deixa-a morrer, ela é lagarta".

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Ainda segundo os relatos dos adeptos "leoninos" no Twitter, a capitã "encarnada" pediu aos adeptos que parassem os cânticos, acabando a ser ela própria insultada. Débora Queiroz acabou por deixar o terreno de jogo de maca, desconhecendo-se ainda a extensão do problema.

Após o incidente, Ana Catarina Pereira escreveu uma mensagem na mesma rede social, onde disse ter vivido "um dos momentos mais tristes enquanto atleta e benfiquista". "No entanto, prefiro realçar e agradecer todo o apoio que tenho recebido da parte dos verdadeiros adeptos do Benfica e enaltecer também o vosso apoio durante todo o jogo há equipa", rematou.

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Ana Catarina Pereira


Recorde-se que estes incidentes com claques não são novos. Recentemente, adeptos do Benfica foram acusados de imitar o barulho de um very light, em vários jogos de diferentes modalidades frente ao Sporting, remetendo para a morte de um adepto "leonino", Rui Mendes, na final da Taça de 1996, no Jamor. O homem foi atingindo por um very light disparado pelo membro da claque "encarnada" No Name Boys Hugo Inácio.

Mais recentemente, os adeptos "leoninos" foram criticados por desejarem que a bancada do Estádio do Estoril tivesse caído quando lá estavam os membros das claques do FC Porto (o jogo foi interrompido ao intervalo por falhas de segurança).

Também os Super Dragões foram muito criticados depois de desejarem que um acidente aéreo atingisse os "encarnados": "Quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica". A 28 de Novembro de 2016, a equipa brasileira viajava para Medellín, onde iria defrontar os colombianos do Atlético Nacional na final da Taça Sul-Americana, quando o voo 2933 da companhia privada LaMia se despenhou já perto do aeroporto. A falta de combustível foi a causa da queda do avião, do qual sobreviveram seis dos 77 ocupantes, três jogadores, dois tripulantes e um jornalista.

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