Covid-19: Como o fim dos abraços afeta a sua saúde

Covid-19: Como o fim dos abraços afeta a sua saúde
Leonor Riso 24 de maio de 2020

Achava que o toque humano não lhe faria assim tanta falta? As medidas de distanciamento social ditadas pela pandemia do novo coronavírus provaram o contrário.

Já se apercebeu da quantidade de abraços que deixou de dar desde que surgiu a pandemia do novo coronavírus? As medidas de confinamento deixaram milhões de pessoas em casa e o distanciamento social a manter, mesmo quando se está na rua, acabaram com abraços, toques no ombro, apertos de mão. E isso tem as suas consequências no seu bem-estar. 

"O tipo de toque mais íntimo - o braço por cima dos ombros, um toque no braço e esse tipo de coisas reservadas para amizades mais próximas e familiares - são mesmo importantes", frisa Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à BBC. Afinal, o tacto é o primeiro dos cinco sentidos que desenvolvemos no útero e o que liga o recém-nascido à mãe. 

"Os seres humanos estão desenhados para tocar e para serem tocados. Quando uma criança nasce, é assim que cria laços com a mãe - através do toque", explica ao site do centro médico Texas Medical Center o psiquiatra Asim Shah. "É difícil para nós não pensar sobre o contacto físico."

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais