Ao fim de quase 20 anos no espaço, a sonda Cassini-Huygens descobriu índícios que apontam para a possibilidade de existir vida em Encélado, a sexta lua maior do planeta Saturno.
A sonda, lançada em Outubro de 1997, revelou a existência de plumas mantélicas na lua, fenómenos geológicos de ascensão de grandes volumes de magma, que libertam hidrogénio, usado por microorganismos para crescerem, anunciou a NASA, na semana passada.
Os cientistas ficaram entusiasmados com a semelhança entre destas reacções químicas que acontecem na superfície gelada da lua Encélado, com as que ocorrem no fundo dos oceanos da Terra.
A concentração do hidrogénio possibilita a produção de energia suficiente para suportar uma colónia de micróbios. Mas o cientistas registaram um excesso de hidrogénio o que pode significar duas coisas: não há microorganismos ou os que existem são muito inactivos e consomem pouca energia.
"Embora não possamos detectar vida, descobrimos que existe uma fonte de alimentação para isso", assegura Hunter Waite, director do programa de ciências espaciais e do departamento de engenharia do Instituto de Investigação do Sudoeste, em San Antonio, Texas (EUA), e o principal autor do estudo da Cassini, ao The Guardian.
"Encélado exibe todos os ingredientes para a vida, o que explica o entusiamo dos cientistas sobre a descoberta", explica Sara Seager, cientista planetária do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Água, o elemento essencial à vida
Desde que foi descoberto água no estado líquido em Encélado, o principal requisito para a existência de vida, que provinha de plumas localizadas no pólo sul da lua de Saturno, deu-se mais importância a esta pequena lua. A partir daí, cientistas destacaram os elementos químicos que forneciam as condições necessárias para a vida: carbono, nitrogénio, oxigénio e agora o hidrogénio.
"Existem quatro factores necessários para haver vida: água líquida, a química certa, uma fonte de energia, e tempo suficiente para o desenvolvimento de vida. Isto permite um desequilíbrio químico, o que fornece uma fonte de energia", explica Andrew Coates, cientista da Cassini do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard da Universidade de Inglaterra. Mas pode não ter decorrido o tempo suficiente para que isso aconteça.
Ainda assim, para este cientista, a Encélado é o lugar mais provável do sistema solar para encontrar vida microbiana.
Em Setembro, a sonda passará pelo sistema de anéis de Saturno e entrará na sua atmosfera onde será vaporizada. "Um grande final", para a NASA. Não há mais missões agendadas para Saturno nos próximos anos.
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// Espaço
NASA anunciou a descoberta de hidrogénio realizada pela sonda Cassini-Huygens em Encélado, uma lua de Saturno, que poderá significar a existência de vida alienígena
Ao fim de quase 20 anos no espaço, a sonda Cassini-Huygens descobriu índícios que apontam para a possibilidade de existir vida em Encélado, a sexta lua maior do planeta Saturno.
A sonda, lançada em Outubro de 1997, revelou a existência de plumas mantélicas na lua, fenómenos geológicos de ascensão de grandes volumes de magma, que libertam hidrogénio, usado por microorganismos para crescerem, anunciou a NASA, na semana passada.
Os cientistas ficaram entusiasmados com a semelhança entre destas reacções químicas que acontecem na superfície gelada da lua Encélado, com as que ocorrem no fundo dos oceanos da Terra.
A concentração do hidrogénio possibilita a produção de energia suficiente para suportar uma colónia de micróbios. Mas o cientistas registaram um excesso de hidrogénio o que pode significar duas coisas: não há microorganismos ou os que existem são muito inactivos e consomem pouca energia.
"Embora não possamos detectar vida, descobrimos que existe uma fonte de alimentação para isso", assegura Hunter Waite, director do programa de ciências espaciais e do departamento de engenharia do Instituto de Investigação do Sudoeste, em San Antonio, Texas (EUA), e o principal autor do estudo da Cassini, ao The Guardian.
"Encélado exibe todos os ingredientes para a vida, o que explica o entusiamo dos cientistas sobre a descoberta", explica Sara Seager, cientista planetária do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Água, o elemento essencial à vida
Desde que foi descoberto água no estado líquido em Encélado, o principal requisito para a existência de vida, que provinha de plumas localizadas no pólo sul da lua de Saturno, deu-se mais importância a esta pequena lua. A partir daí, cientistas destacaram os elementos químicos que forneciam as condições necessárias para a vida: carbono, nitrogénio, oxigénio e agora o hidrogénio.
"Existem quatro factores necessários para haver vida: água líquida, a química certa, uma fonte de energia, e tempo suficiente para o desenvolvimento de vida. Isto permite um desequilíbrio químico, o que fornece uma fonte de energia", explica Andrew Coates, cientista da Cassini do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard da Universidade de Inglaterra. Mas pode não ter decorrido o tempo suficiente para que isso aconteça.
Ainda assim, para este cientista, a Encélado é o lugar mais provável do sistema solar para encontrar vida microbiana.
O "grande final" da Cassini
Infelizmente a Cassini não tem muito mais tempo para novas descobertas: está a ficar sem combustível e em breve terminará a sua missão.
Em Setembro, a sonda passará pelo sistema de anéis de Saturno e entrará na sua atmosfera onde será vaporizada. "Um grande final", para a NASA. Não há mais missões agendadas para Saturno nos próximos anos.
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