Porque existem “supercontagiadores” da Covid-19 e infetados que não infetam?

Porque existem “supercontagiadores” da Covid-19 e infetados que não infetam?
Diogo Camilo 22 de maio de 2020

A transmissão da Covid-19 está dependente de ajuntamentos de pessoas e estudo indica que cerca de 10% dos casos levaram a 80% da propagação da doença. O segredo para impedir contágios? Promover o distanciamento social e impedir eventos em espaços fechados.

As doenças infeciosas tendem a espalhar-se através de surtos e a Covid-19 parece desenvolver-se de forma particularmente eficaz em ambientes populados. Tal como dois dos seus primos que causam infeções respiratórias agudas, a MERS e a SARS, o vírus SARS-CoV-2 é especialmente propenso a atacar ajuntamentos e pessoas próximas, esquecendo quem está mais isolado. Mas o que faz com que alguns pacientes da Covid-19 infetem milhares e outros não propaguem o vírus de todo?

"Supercontagiadores" e uma letra chamada R

O alerta chegou ainda de Wuhan, no final do mês de janeiro, quando foi identificado o primeiro "supercontagiador", um paciente do novo coronavírus que consegue disseminar a doença a um grande número de pessoas. O homem, de 69 anos, transmitiu o vírus a pelo menos 16 trabalhadores sanitários da cidade chinesa onde teve origem a pandemia da Covid-19. Nessa altura, a China contava cerca de três mil casos. Uma semana depois, eram já 20 mil os infetados no país.

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