Esclerose múltipla: "Tinha uma bebé, não havia muito tempo para pensar no futuro"

Susana Lúcio 12 de junho de 2019

Célia Calete soube que estava doente poucos meses depois de ter sido mãe. Estava sempre cansada e chegou mesmo a cair com a filha ao colo. Chegou a ter de se injectar quase todos os dias. Hoje faz um tratamento por mês para controlar os sintomas



Se não sabe quais são os sintomas da esclerose múltipla, poderá experienciá-los pessoalmente nos próximos meses. A doença, que afeta os sistema nervoso central, provoca dor, perda de sensibilidade nos braços e pernas, falta de equilíbrio e visão dupla. Para sentir na pele o que isso significa, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla criou uma exposição onde os visitantes poderão tentar pegar um caixa de cereais, abotoar uma camisa com luvas de borracha, usar umas barbatanas para caminhar e uma caixa com letras distorcidas. O desafio estará em exibição no Lagoas Park, em Oeiras, até ao final de junho e também no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, em Cascais. 

Célia Calete vive com a doença há 16 anos e um ainda hoje tem dificuldade em explicar aos colegas e vizinhos por que razão, às vezes, caminha de forma estranha. "As pessoas pensam que estamos bêbados", conta à SÁBADO. Segundo a neurologista Lívia Sousa, chefe de serviço de neurologia e a responsável da consulta de doenças desmielinizantes do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, entre 6000 a 7000 portugueses sofrem de Esclerose Múltipla. Todos os anos surgem 400 a 500 novos casos. 

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