Covid-19 não olha à cor da pele, mas grávidas negras e latinas estão mais expostas

Covid-19 não olha à cor da pele, mas grávidas negras e latinas estão mais expostas
Diogo Camilo 12 de julho de 2020

Estudo nos EUA refere que mulheres grávidas negras e latinas estão cinco vezes mais expostas ao novo coronavírus que mulheres grávidas brancas. Nos EUA, grávidas são consideradas um grupo de risco, mas em Portugal não.

A Covid-19 não olha a idades, cor da pele ou estatuto social mas um estudo nos EUA apontou que mulheres grávidas negras e latinas estão cinco vezes mais expostas ao novo coronavírus que mulheres grávidas brancas. A descoberta, ainda não publicada em qualquer revista científica, foi feita após testes serológicas a cerca de 1.300 mulheres na cidade norte-americana de Filadélfia e, apesar de não referirem quem está atualmente infetado, apontam para um número alarmante de mulheres que já estiveram ou estão em contacto com o vírus atualmente – mesmo sem apresentarem sintomas.

"As disparidades raciais são alarmantes e importantes de divulgar", indica ao New York Times a epidemiologista da Universidade da Carolina do Norte, Whitney Robinson, acrescentando que as diferenças raciais no que toca a infeções por covid-19 "são reais".

Estudos anteriores nos Estados Unidos apontaram discrepâncias raciais, referindo que afro-americanos e latino-americanos estavam cerca de três vezes mais expostos a infeções do novo coronavírus. No entanto, estes padrões eram baseados em testes de diagnóstico e casos ativos da covid-19, não espelhando a realidade pois centros de teste tendem a racionar diagnósticos às pessoas que apresentam sintomas da doença – privilegiando cidadãos com seguro de saúde, geralmente brancos e mais seguros financeiramente.

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