Covid-19: Facebook pergunta aos utilizadores de todo o mundo se têm sintomas

Lusa 20 de abril de 2020
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Objetivo é criar mapas de calor de possíveis infeções, algo que já fez nos Estados Unidos da América. A pesquisa, que é voluntária, aparece para os internautas no topo do canal de notícias da rede social.

A rede social Facebook anunciou, esta segunda-feira, que vai perguntar aos utilizadores em todo o mundo se têm sintomas de covid-19, para criar mapas de calor de possíveis infeções, algo que já fez nos Estados Unidos da América (EUA).

A empresa dirigida por Mark Zuckerberg lançou hoje o primeiro desses mapas em território norte-americano, elaborado com as respostas dos utilizadores, tendo-se observado que 2,31% dos entrevistados no condado de Queens, integrado no estado de Nova Iorque (um dos mais afetados), apresentam sintomas ligados à covid-19.

Segundo a rede social, os primeiros resultados enquadram-se nos dados oficiais já conhecidos sobre a presença geográfica do vírus nos EUA, motivo que a levou a consolidar a confiança na validade do sistema de pesquisa e a decidir estendê-lo a todo o mundo, a partir de quarta-feira.

Desde que o Facebook começou a pesquisar os sintomas da covid-19 nos EUA, há duas semanas, como parte de um projeto de pesquisa da universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, uma média de 150 mil pessoas por dia está a responder à pesquisa.

A pesquisa, que é voluntária, aparece para os internautas no topo do canal de notícias da rede social, surgindo aí perguntas sobre o estado de saúde e os sintomas habitualmente associados ao novo coronavírus, como tosse seca e febre.

Numa entrevista ao meio ‘online' especializado em tecnologia, The Verge, o diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, defendeu esta forma de estimar o número de casos como uma alternativa aos números oficiais, caso os governantes tenham interesse em esconder informações ou disfarçar a dimensão da pandemia.

"Alguns governos não estão especialmente interessados em que o mundo saiba quantos casos existem ou saiba como o coronavírus se está a espalhar pelos seus países. Portanto, obter dados sobre isso é muito importante", realçou o também cofundador do Facebook.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios, sendo os EUA o país com maior número de casos confirmados (cerca de 760 mil) e de mortes (40.683).

Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a atualização de hoje da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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