China ambiciona tornar-se o "grande poder" do ciberespaço

Lusa 20 de outubro de 2019
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O desenvolvimento da Internet na China fez-se com a existência de uma "grande muralha informática" que bloqueia o acesso de gigantes norte-americanos, como Google, YouTube, Twitter, wikipedia ou Facebook, considerados ameaçadores por parte do partido governante.

A China manifestou hoje, na abertura da Conferência Mundial de Internet, a sua ambição em se tornar um "grande poder" do ciberespaço, criticando a preponderância norte-americana neste domínio.

Huang Kunming
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A rivalidade sino-americana disputa-se cada vez mais no campo da tecnologia, à medida que Pequim desenvolve indústrias de ponta, enquanto Washington tenta conter empresas chinesas, como a gigante de telecomunicações Huawei.

"Nós tornamo-nos um poder do ciberespaço de 800 milhões de usuários de internet", disse Huang Kunming, chefe dos serviços de propaganda do Partido Comunista da China (CPC), quando passam 50 anos sobre o início da internet (primeiro apenas com usos militares) e 25 anos após a sua entrada na China.

Falando na abertura da 6.ª Conferência Mundial de Internet em Wuzhen, na China Oriental, Huang Kunming acrescentou que o seu país continuará "incessantemente a expandir o desenvolvimento da Internet e passar de ser um poder do ciberespaço para ser um grande poder do ciberespaço".

O desenvolvimento da Internet na China fez-se com a existência de uma "grande muralha informática" que bloqueia o acesso de gigantes norte-americanos, como Google, YouTube, Twitter, wikipedia ou Facebook, considerados ameaçadores por parte do partido governante.

Estes 'sites' não são acessíveis em Wuzhen sem recorrer a uma senha virtual VPN, mesmo durante a conferencia anual que acolhe cerca de 15.000 participantes de 80 países, de acordo com os organizadores.

Sem nomear os Estados Unidos, Huang Kunming denunciou o comportamento "agressivo" de certos países "que utilizam o argumento da cibersegurança como desculpa para atacar outros estados".

Washington colocou na lista negra a chinesa Huawei, número um mundial de equipamentos para 5G -- a quinta geração de internet móvel. Os Estados Unidos dizem suspeitar que estes equipamentos podem ser utilizados com fins de espionagem por Pequim, um argumento rejeitado pela Huawei.
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