Afinal os telemóveis não fazem tão mal aos adolescentes quanto se imaginava

Susana Lúcio 24 de janeiro de 2020

Estudos norte-americanos recentes indicam que o tempo passado nas redes sociais e a jogar jogos não são responsáveis pelo aumento dos casos de depressão e ansiedade nos adolescentes.


Se apanhou o seu filho a jogar no telemóvel passado a hora limite diária que definiu, não fique alarmado. Dificilmente o rapaz estará a em risco de sofrer de depressão ou ansiedade, como vários estudos nos últimos anos têm sugerido. 

Pelo menos, é o que conclui um estudo, publicado este mês na revista Journal of Child Psychology and Psychiatry, que analisou 40 outros estudos que relacionavam o aumento de casos de depressão e ansiedade registados nos adolescentes nos Estados Unidos com o uso dos telemóveis. Para as investigadoras da Universidade da Califórnia e da Universidade da Carolina do Norte, a relação é mínima e não tem consistência.

"Não parece haver evidência de base que possa explicar o nível de pânico e consternação envolvendo estes assuntos", considera Candice L. Odgers, uma das autoras e professora de psicologia na Universidade da Califórnia.  

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