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Ciência & Saúde

Vacina experimental pode ser a cura para o cancro da pele

12.09.2018 15:12 por Diogo Camilo
Cientistas juntaram um medicamento já testado anteriormente a um químico que estimula o sistema imunitário para criar a injecção.
Foto: Sábado
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Foto: Getty Images
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A cura para o cancro da pele poderá estar à distância de uma vacina. Investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, juntaram um químico conhecido por estimular o sistema imunitário a um medicamento já testado em tratamentos contra o cancro, para criar uma injecção que elimine o melanoma maligno com uma taxa de sucesso de 100%. O novo método apenas foi testado em ratos mas os ensaios clínicos já estão a ser planeados.

O tratamento é um tanto ou quanto semelhante ao da imunoterapia: o sistema imunitário é utilizado para combater o tumor, enquanto também treina o corpo a destruir o cancro da pele caso este volte – um pouco como as vacinas.

Os cientistas perceberam isto quando o tratamento apenas com o medicamento estava a falhar redondamente, com 75% dos ratos a morrer durante o tratamento. Ao acrescentar um composto que exponenciasse o seu efeito e acelerasse o processo, os resultados positivos subiram visivelmente.

Tanto que, quando os líderes da investigação tentaram atribuir o cancro novamente aos ratos já curados não conseguiram, uma vez que a injecção deixou o corpo dos ratos imunes ao melanoma maligno.

Está agora a ser planeada a nova fase: os ensaios clínicos. A pesquisa publicada no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences sugere ainda que a injecção deverá actuar da mesma forma em humanos como actuou em ratos.

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