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Ciência & Saúde

Estudo confirma que mulheres são o sexo mais forte

15.01.2018 11:36 por Susana Lúcio
Cientistas analisaram o grau de sobrevivência em tempos de fome e epidemia e concluíram que os homens são frágeis
Foto: Getty Images

As mulheres têm mais resistência e maior possibilidade de sobreviverem a tempos de fome e doença do que os homens. A ideia de que a mulher é, de facto, o sexo mais forte foi confirmada por um estudo norte-americano, que analisou a taxa de sobrevivência de homens e mulheres nos últimos 250 anos.

Cientistas da Universidade Duke da Carolina do Norte compararam as taxas de mortalidade de ambos os sexos nos últimos 250 anos e concluíram que as mulheres sobrevivem os homens entre seis a quatro anos.

O estudo foi feito em sete grupos de populações que viveram com condições de vida muito difíceis e durante períodos de fome e epidemias, entre os quais, os escravos das plantações de Trinidad e nos Estados Unidos no início do século XIX, os períodos de fome na Suécia (século XVIII), Irlanda (século XIX) e Ucrânia (século XX) e a epidemia de sarampo na Islândia em 1846 e 1882.

"Foi surpreendente ver a vantagem feminina tão marcada e consistente entre todas as populações", disse a líder da equipa de cientistas, Virginia Zarulli do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Sul da Dinamarca.

"Mais surpreendente foi encontrar que grande parte da diferença na esperança de vida, durante estas crises, foi determinada pelas diferenças na sobrevivência das crianças. Isso foi o resultado mais interessante."

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O estudo determinou que na fome vivida na Ucrânia, em 1933, as raparigas viveram até aos 10 anos, já os rapazes morriam aos sete anos.

Para a cientista a justificação está no duplo cromossoma X presente nas mulheres. "É fácil observar que se, por acaso ocorre uma mutação no cromossoma X, as mulheres têm outro que pode compensar parcialmente – ou totalmente. Os homens não têm esta possibilidade."

A hormona feminina estrogénio também protege os vasos sanguíneos e defende as mulheres de uma série de doenças, enquanto que a testosterona, mais dominante nos homens, aumenta o risco de várias doenças fatais, para além de ser a causa de comportamento violento e de risco.


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