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Profissões ligadas às tecnologias e gestão de informação estão a ganhar terreno

Portugal e toda a sociedade estão cada vez mais digitais, pelo que a procura por profissionais de tecnologias de informação continuará a crescer nos próximos anos

18 Junho 2020 10:38

Celso Santos, associate director professionals da Randstad Portugal, explica como está o panorama empresarial português e quais as profissões com mais futuro.

Face ao vosso conhecimento do mercado, que licenciaturas e mestrados aconselharia aos estudantes que vão agora ingressar no ensino superior?

Nos últimos anos, foi possível observar que a tecnologia ganhou um grande destaque no nosso dia a dia. O desenvolvimento tecnológico tem sido muito acelerado e Portugal está a ganhar terreno no que diz respeito às profissões ligadas às tecnologias e gestão de informação.

Com uma sociedade progressivamente mais voltada para o digital, a procura por profissionais de tecnologias de informação será crescente e continuará a ser uma tendência para os próximos anos. Por essa razão, licenciaturas e mestrados ou pós-graduações voltadas para essa vertente continuarão a ser uma boa aposta para o futuro. Falamos, por exemplo, de especializações em desenvolvimento de software, administração de bases de dados, data science, big data, entre outros.

Ainda dentro do campo das TI, e tendo em conta o crescimento da sua utilização pela maioria da população e o aumento exponencial de crimes ligados à violação de dados, são cada vez mais procurados profissionais especializados em cyber security e data protection, de forma a responder à crescente ameaça virtual.

A tecnologia está também a contribuir para uma nova revolução industrial, incentivando as empresas de diversos setores a automatizarem e desenvolverem os seus processos. A necessidade de introduzir novas técnicas e equipamentos faz com que especializações ligadas à área de automação e robótica ganhem uma grande importância no futuro.

A revolução tecnológica de que falamos tem também impacto ao nível do consumo e das estratégias de influência dos consumidores. Com um mercado cada vez mais assente na influência das redes sociais e Internet, o marketing digital nunca foi tão importante. Apesar de o marketing ser já uma profissão reconhecida há vários anos, a especialização na vertente digital poderá fazer a diferença numa carreira cada vez mais voltada para o meio online.

E fora do setor das tecnologias, quais as profissões mais procuradas?

Licenciaturas e mestrados ligados à área de contabilidade e gestão continuarão a ser igualmente requisitados. Portugal é hoje um dos países a nível europeu com maior crescimento de business services (shared service centers, centros de competência ou business process outsourcing). Acreditamos que o mercado português continuará a ser atrativo para as empresas que procurem profissionais deste setor para ingressar em estruturas que suportem áreas de negócio noutros países da Europa. Estamos a falar de contabilistas certificados, controllers de gestão, auditores internos, credit control, entre outros.

O país tem licenciados em número suficiente para responder à procura e necessidade do tecido empresarial português?

Apesar de o número de licenciados em Portugal ter aumentado progressivamente nos últimos anos, continua a verificar-se uma inadequação entre a oferta de profissionais e o número de vagas disponíveis. Essa dificuldade obriga a que muitas empresas optem por apostar em profissionais menos adequados às suas oportunidades de emprego, uma vez que acabam por não encontrar no mercado, ou não conseguir atrair, os profissionais que pretendem.

Quais os setores com mais procura por profissionais qualificados em Portugal?

Dentro do recrutamento de profissionais qualificados, a área de tecnologias da informação é sem surpresa a que apresenta maior dificuldade na hora de recrutar. Os profissionais desta área são ainda escassos em comparação com o volume de ofertas e são muitas vezes difíceis de atrair. Devido à digitalização e ao número crescente de startups e empresas tecnológicas, a procura de profissionais de TI disparou exponencialmente nos últimos anos.

Quais as maiores dificuldades que encontram no recrutamento especializado?

É importante referir que, embora existam posições mais difíceis de preencher, o recrutamento especializado apresenta-se como um desafio transversal a muitas posições e empresas. Num mercado cada vez mais competitivo, encontrar e recrutar os melhores talentos, aqueles que melhor se enquadram nas necessidades das empresas, nunca foi tão difícil.

Que opinião tem das universidades e politécnicos portugueses? Preparam bem os seus alunos? Ou ainda têm muitos desafios pela frente?

Na minha opinião, nos últimos anos temos verificado uma tentativa de aproximação das instituições de ensino ao mercado laboral. As formações essencialmente teóricas e muitas vezes obsoletas têm vindo a ser progressivamente substituídas por formações mais práticas, mais assentes nas necessidades do mercado e muitas vezes em parceria com empresas ao nível de estágios curriculares.

Existe também uma maior oferta de atividades extracurriculares, e uma aposta cada vez maior em feiras de emprego com o objetivo de facilitar o contacto entre estudantes e empregadores.

Esse esforço das universidades e politécnicos para adequar a sua formação às exigências do mercado de trabalho é visível não só a um nível mais técnico, mas também ao nível de soft skills, disponibilizando workshops e formações voltadas para o pós-ensino superior (construção de CV, técnicas de entrevista, marketing pessoal, empreendedorismo, entre outros).

Apesar desse esforço, não podemos esquecer que o mercado laboral é dinâmico, assim como as suas necessidades e exigências. As universidades e os politécnicos terão de continuar a rever as suas estratégias e ofertas de uma forma contínua para assim garantirem uma adequação cada vez maior dos seus planos de estudos ao mercado de trabalho, assegurando uma boa preparação dos seus alunos e consequentemente maiores taxas de empregabilidade.

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