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"O poder passou claramente para o lado do candidato"

Afonso Carvalho, CEO do Grupo EGOR, diz que o desequilíbrio entre a oferta e a procura de profissionais qualificados e as perspetivas de longo prazo são altamente favoráveis para quem está a entrar no ensino superior.

15 Junho 2022 12:13

Afonso Carvalho é licenciado em Psicologia das Organizações e do Trabalho, com um MBA da AESE. Está habituado a desafios – enfrentou o maior aos 33 anos, quando no meio de uma crise foi promovido a diretor-geral de uma multinacional. Lidera o grupo EGOR, uma das referências na área dos recursos humanos em Portugal. Tem como lema "inspirar pessoas e ser inspirado para fazer mais e melhor".

O candidato deverá ter em conta a empregabilidade do curso ou seguir o sonho, caso este seja numa área diferente?
Fazer o que se gosta leva à felicidade, ao bem-estar e consequentemente a uma produtividade mais elevada pelo que arrisco dizer que idealmente deverá seguir o sonho e ser o melhor no que faz.

Esse é o trunfo?
Continuam a existir profissões que têm um índice de empregabilidade muito baixo, mas mesmo nesses casos acredito que os melhores dos melhores têm sempre um bom lugar à espera deles. Este é um dos maiores dilemas que os pais têm quando chega o momento de aconselhar os filhos, porque a última coisa que querem é apontar numa direção que, estatisticamente, já sabem que poderá não correr bem. Por outro lado, a última coisa que queremos, ainda mais quando a esperança média de vida aumenta e sabemos que teremos de trabalhar até muito tarde, é estar num sítio onde não somos felizes. De qualquer forma, a empregabilidade de qualquer curso trabalha-se e isso é claramente algo que se pode fazer mais e melhor em contexto curricular e extracurricular.

Que áreas aconselha aos candidatos do próximo ano letivo?
Existem áreas de estudo que são e continuarão a ser cruciais independentemente das voltas que o mundo dê (engenharia, saúde, gestão, matemática…) e, por outro lado, existe uma tendência crescente de tudo o que são áreas de estudo ligadas ao ambiente, programação, inteligência artificial, inovação, dados e cibersegurança, só para citar alguns exemplos.

Outros aspetos a considerar?
Para além da área de estudo, é fundamental que os candidatos sejam criteriosos na instituição, na escolha do corpo docente, na experiência académica e profissional de quem lhes irá ministrar a formação e no equilíbrio entre a teoria e a prática porque tudo isto valorizará a sua experiência e tudo isto maximizará o seu valor pessoal e profissional quando entrarem no mercado de trabalho.

No geral, as empresas dizem que encontrar as pessoas "certas" para as suas necessidades nunca foi tão difícil. Os jovens podem vir a alterar isso?
A disparidade entre a oferta e a procura que se vive atualmente no mercado, a taxa de desemprego que existe e as perspetivas a médio/longo prazo são altamente favoráveis para quem está a entrar no ensino superior. Apesar do contexto que vivemos, o mercado é cada vez mais o mundo e menos Portugal e só este ponto alterou por completo muitos dos pressupostos que regiam o mercado de trabalho. O poder passou, claramente, para o lado do candidato e para o lado de quem procura uma mudança de emprego, pelo que não estimo grandes alterações para quando entrarem no mercado de trabalho.

Os ordenados em Portugal, incluindo os dos licenciados, são baixos. Vão manter-se assim ou subir?
Espero sinceramente que exista uma evolução muito positiva neste ponto porque ter a recompensa certa pelo que se investe na formação ao longo da vida e sobretudo numa fase inicial é essencial para nos motivar a continuar a investir e o retorno disso mesmo para as empresas reflete-se na produtividade, bem-estar, felicidade e consequentemente na atração e retenção de talento. O ciclo está intrinsecamente ligado e mesmo tendo consciência de que as empresas continuam a viver tempos muito exigentes, a verdade é que nada se faz sem pessoas, sem o talento certo e prova disso mesmo é o momento ultracompetitivo que existe e o poder que os candidatos ganharam.

Que outras competências deverão ter os jovens recém-licenciados?
Competências transversais a qualquer formação, função ou setor de atividade serão essenciais pelo que apostar no desenvolvimento de soft-skills como a adaptabilidade, a inteligência emocional, a criatividade, o espírito colaborativo e a empatia farão toda a diferença hoje e no futuro.

O mercado é cada vez mais o mundo e menos Portugal  Afonso Carvalho, CEO EGOR

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