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Instituições vão combinar aulas presenciais e online

Flexibilidade e adaptação são as palavras de ordem em universidades, politécnicos e escolas para o próximo ano letivo. O surto de covid-19 assim o determina

18 Junho 2020 10:39

O próximo ano letivo está envolto em grande incerteza face ao surto de covid-19. Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, pediu em maio às universidades e politécnicos para retomarem a atividade presencial interrompida pela pandemia em preparação para o próximo ano letivo. Para o ministro era importante retomar a atividade em maio e neste mês, e não esperar até setembro, dado que se terão de "adotar medidas de ensino combinado: presencial e à distância".

As universidades e os politécnicos estão a fazer esta preparação. Os responsáveis preparam cada instituição à sua maneira, mas estão todas a postos para este desafio.

Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), afirma que atendendo à evolução da pandemia, e ao grau de incerteza associado a esta nova doença, "é de esperar uma metodologia híbrida, baseada no blended learning". "As aulas práticas, laboratoriais, estágios e ensinos clínicos constituem o ADN do ensino politécnico, que permitem desenvolver competências essenciais valorizadas pelo mercado de trabalho, pelo que a natureza presencial destas áreas é crucial."

Por sua vez Sebastião Feyo de Azevedo, reitor da Universidade Portucalense, garante que na UPT "haverá seguramente aulas presenciais, desde logo porque a atividade presencial é essencial para o desenvolvimento dos jovens e das instituições". Não obstante, a UPT vai aprofundar a educação sem fronteiras e sem paredes. Uma evolução que a UPT "já tinha anunciado antes da pandemia, mas que esta torna agora premente (e exequível) em todo o mundo, um modelo de aprendizagem híbrida (blended learning), on campus e online, colaborativa, desenvolvida em momentos síncronos e assíncronos".

Uma transição rápida

Quanto a Manuel Fontaine, diretor da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Católica, relembra que a faculdade estava tecnologicamente preparada para os desafios colocados por esta crise, tendo demorado "apenas 48 horas a transferir a totalidade do seu ensino para plataformas online". "No próximo ano, num contexto em que se espera que a crise da covid-19 ainda não tenha terminado, regressaremos às aulas presenciais mas procurando combiná-las harmoniosamente com aulas online".

Já Clara Raposo, presidente do ISEG, explica que, atualmente, todas as aulas e exames do ISEG estão a decorrer online, tanto nas sete licenciaturas como nos 17 mestrados que têm a funcionar no atual ano letivo. "Implementámos, em março, um regime de e-learning em tempo recorde, essencialmente com aulas online, com vídeos gravados pelos professores e com mais materiais de apoio disponibilizados pelos docentes na nossa plataforma. O grau de satisfação da generalidade dos estudantes é elevado e estamos a conseguir assegurar toda a formação online."

Para o próximo ano letivo, o ISEG está a trabalhar com base em cenários de evolução da pandemia. "A intenção é de retomar as aulas presenciais em setembro, mas dependerá da duração e profundidade da crise pandémica nos próximos meses. Temos três planos delineados, que nos permitem fazer o switching a qualquer momento, consoante as recomendações das autoridades de saúde pública: conseguimos oferecer toda a formação em regime presencial, ou toda a formação em regime à distância, ou numa solução mista." Neste momento, a escola está inclinada para abrir em setembro com "um sistema misto – que será uma novidade! – e ajustado de acordo com o contexto".

Quando se questiona como vai ser o próximo ano letivo no ISEC Lisboa, Cristina Ventura, a presidente da instituição, responde que já foram implementadas todas as medidas de segurança para a retoma de aulas presenciais. "No próximo ano letivo, pretendemos, tanto quanto nos for possível, organizar um ano letivo ‘dito normal’, maioritariamente presencial, agindo como até aqui, avaliando sistematicamente a situação da pandemia, e implementando medidas de forma a garantirmos o bem-estar e a segurança de todos os alunos e colaboradores. Estaremos obviamente preparados para a todo o momento termos de flexibilizar a nossa atuação se necessário."

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